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Turismo no Cariri: mais de 27 mil pessoas visitam Museu de Paleontologia em 2019

A visitação expressiva, do Museu que integra o território do Geopark Araripe, foi feita por visitantes brasileiros e estrangeiros, contabiliza a Universidade Regional do Cariri (URCA).
Por Márcio Silvestre • 17 de janeiro de 2020

O turismo científico regional tem destaque com uma das rotas mais procuradas pelos visitantes do Cariri, o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens da URCA, em Santana do Cariri. O equipamento guarda uma das maiores coleções de fósseis do período Cretáceo das américas. Somente em 2019, segundo dados fornecidos pelo URCA, o local foi visitado por 27.156 pessoas. Considerado um número expressivo de visitantes, o museu tem passado, nos últimos anos, por reestruturação e requalificação para melhor atender à comunidade científica.

O destaque de visitação de alunos, pesquisadores e público em geral está para os estrangeiros, de diversos países do mundo, como Angola, Alemanha, Argentina, Áustria, Austrália, Cabo Verde, Dinamarca, França, Reino Unido, Grécia, Itália, Japão, México, Malásia, Estados Unidos, Uruguai, Vaticano, Vietnã, entre outros países.

O Museu foi criado em 1985, pelo então Prefeito de Santana do Cariri, Plácido Cidade Nuvens, Ex-Reitor da URCA, falecido no final de 2016, e doado à universidade em 1988. Durante todos esses anos, o local passou por diversas reestruturações como forma de melhor atender ao público turístico e aos pesquisadores de diversas partes do mundo.

O Museu integra o território do Geopark Araripe, Programa da Universidade, e atua com práticas extensionistas na comunidade. Em média, recebe cerca de 2 mil visitantes por mês.

Mais de 5 mil fósseis

Atualmente, são mais de 5 mil fósseis de vários grupos: troncos petrificados, impressões de samambaias, pinheiros e plantas com frutos; moluscos, artrópodes, peixes, anfíbios e répteis. Os exemplares atraem a atenção de pessoas do mundo inteiro, pela qualidade de preservação das peças.

O espaço conta com uma biblioteca temática, na qual os alunos podem estudar e conhecer mais sobre o local em que vivem, além de uma equipe de técnicos e estagiários para atender aos interessados. No Museu também são desenvolvidas oficinas de réplicas de fósseis e pinturas para estudantes, com incentivo à preservação das peças de milhões anos. Essas atividades são realizadas através de parceria com a Pró-reitoria de Extensão da URCA.

Nova configuração

Reinaugurado em janeiro do ano passado, com uma nova configuração, o Museu apresenta quatro espaços expositivos diferenciados. A parte superior abriga a exposição permanente de fósseis. Nessa galeria os fósseis estão divididos em espécies vegetais e animais. São cerca de 300 peças em que se demostra a diversidade e a riqueza da Chapada do Araripe.

Uma das grandes preocupações dos técnicos e especialistas com a reforma, seria dar uma nova configuração ao espaço, que possibilitasse um caráter mais didático da paleontologia, além de promover uma interação maior com o público visitante.

O Memorial Plácido Cidade Nuvens, um dos primeiros espaços percorridos, apresenta uma linha do tempo que traça um paralelo entre a história do Museu, desde a sua fundação, e a trajetória profissional do seu fundador, Plácido Cidade Nuvens.

O salão inferior do Museu conta com as exposições temporárias. O quarto espaço expositivo é o território lúdico, onde se encontram esculturas inspiradas nos pterossauros do Cretáceo. Nesse espaço se encontram o laboratório de paleontologia, a biblioteca, lojinha e o café do museu.

 

Márcio Silvestre

Márcio Silvestre

Formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência em Assessoria de Imprensa e Produção Cultural. "A comunicação e a arte se cruzam no meu caminho. Descobri no jornalismo a oportunidade de contar histórias e compartilhar conhecimento".