Consumo e Estilo

Serviços em domicílio: comodidade e segurança impulsionam essa tendência de mercado

Por Redação Cariri • 30 de maio de 2019
 Serviços Delivery podem ser contratados com facilidade pela tela do smartphone. (Foto: Freepick)

Por Renata Linard.

Quem não gostaria de poder comprar tudo com apenas um clique? A comodidade de contratar serviços e realizar compras pela tela do smartphone tem influenciado muita gente a optar pelos serviços em domicílio. Segundo uma pesquisa divulgada pela Forbes, entre 2016 e 2017 as compras pelo smatphone aumentaram cerca de 60%. Os dados do Insituto Ipsos comprovam que essa é uma tendência de consumo que deve ser cogitada pelos mais variados ramos do empreendedorismo.

No Cariri, alguns empreendimentos já ofereciam esse formato de vendas antes mesmo de ele ter se revelado uma tendência tão promissora.  Cristiana Rodrigues, por exemplo, tem sua loja de roupas há mais de oito anos e ela revela que sempre ofereceu essa forma de atendimento ao cliente. “Nós sempre trabalhamos com essa história do delivery. A gente só não divulgava e não formalizava esse recurso que oferecíamos ao cliente”, conta. A empresária explica que o contato começa pelo aplicativo de mensagens, quando a equipe de funcionárias fala com a cliente e apresenta as novidades da loja. “Às vezes, ela [a cliente] não quer a roupa, mas a gente insiste que, pelo menos, conheça a coleção. Nesse ‘conhecer a coleção’, ela acaba ficando com algumas peças”.

Serviços delivery podem ser contratados com facilidade pela tela do smartphone. (Foto: Divulgação/Freepick)

A proprietária da loja diz que a adesão a esse formato de vendas em domicílio tem aumentado com o passar do tempo. Cristiana diz que há dois anos o seviço delivery era responsável por uma média de 30% do faturamento. Hoje, segundo ela, essa ferramenta já corresponde a quase 70% das vendas.

Fidelizando os clientes

Jéssica Almeida é autônoma no mercado de pet shop e há cinco anos tem visto a sua iniciativa prosperar. Ela conta que começou a trabalhar no ramo de forma voluntária em projetos voltados à causa animal. Jéssica passou a ver as atividades que realizava como uma oportunidade profissional e investiu na ideia.

Antes de ter o seu próprio negócio, ela vivenciou a experiência de trabalhar em um pet shop. “Há cinco anos eu comecei a atender em domicílio com poucos clientes. Depois de me envolver com a causa animal e de atender voluntariamente numa ONG do Crato, comecei a ver [a atividade] como uma profissão. Pouco tempo depois, eu consegui um emprego como tosadora num pet shop, então eu conciliava com os banhos em domicílio. Desde novembro do ano passado eu saí do pet shop que trabalhava e passei a atender apenas em domicílio”, explica. Segundo a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor, o Brasil possui a quarta maior população de animais de estimação do mundo. Esses dados indicam o quão promissor é investir nesse nicho.

A gerente de atendimentos Edlamar e o seu cachorrinho Will. (Foto: Arquivo Pessoal)

A gerente de atendimentos Edlamar Soares é tutora de Will, um dos cãozinhos atendidos por Jéssica. Ela conta que a chegada de Jéssica para realizar os cuidados com o Will foi um divisor de águas. “Nosso pet tem uma personalidade dominadora e territorialista. Enviar para o pet shop sempre foi muito doloroso para ele [Will] e para nós. A Jéssica chega, domina respeitando o temperamento, o tempo e os limites dele. Hoje, ela faz parte das nossas vidas”, conta.

Segundo a autônoma, os fatores que mais contribuem para fidelizar os clientes é a transparência, já que todos os procedimentos podem ser acompanhados pelos proprietários dos animais, e a comodidade, pois nem o tutor nem o animal precisam ficar durante horas em um pet shop. A estimativa é de que ela realiza entre 30 e 40 banhos por semana.

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