Saúde e Bem Estar

Programa Saúde na Escola promove ações de busca ativa de Tracoma, em Juazeiro do Norte

Por Márcio Silvestre • 22 de outubro de 2019

O Programa Saúde na Escola (PSE), realizado pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte através das secretarias de Saúde e Educação, tem realizado ações de busca ativa de casos suspeitos de tracoma em estudantes, na faixa etária de 5 a 10 anos, da rede pública municipal.

O tracoma é uma doença bacteriana que atinge os olhos, podendo causar vermelhidão, lacrimejamento, coceira, irritação, secreção, entre outros sintomas. Se não for tratada corretamente, pode comprometer a visão ou até mesmo levar à cegueira.

As equipes de Estratégia Saúde da Família passaram por capacitação sobre como realizar o exame de detecção de casos suspeitos e, junto aos profissionais do Núcleo de Controle de Endemias, estão realizando as ações com os estudantes.

“As ações de tracoma serão realizadas até o final deste ano. Nós vamos trabalhar em 87 escolas, o que abrange em média 13mil estudantes. De novembro a dezembro o foco será crianças de até 3 anos”, explica a coordenadora do PSE da Secretaria da Saúde, Amanda Cordeiro, que ressalta ainda que as ações só são realizadas mediante autorização dos pais ou responsáveis pelas crianças.

Medidas Preventivas

O tracoma está relacionado com as precárias condições socioeconômicas, de saneamento e com os determinantes sociais em saúde. Em países desenvolvidos, o controle da doença foi alcançado com melhoria das condições de vida e saneamento básico. A prevenção da doença pode ser realizada com a adoção de hábitos adequados de higiene, como lavagem do rosto das crianças com frequência e não compartilhamento de objetos de uso pessoal como lenços, roupas e toalhas entre outros.

A busca ativa deve ocorrer em comunidades de risco epidemiológico e social, em escolas e creches, e de forma sistemática nos locais onde haja suspeita da ocorrência de casos de tracoma. Deve ser ressaltada a importância das medidas de educação em saúde, envolvendo pais, professores, funcionários e crianças para o sucesso das medidas de vigilância e controle do tracoma.

Não há necessidade de isolamento dos casos. Os indivíduos com tracoma devem receber tratamento e continuar a frequentar a instituição. O tracoma não é uma doença de notificação compulsória nacional, entretanto é uma doença sob vigilância epidemiológica de interesse nacional, por ser uma doença com metas de eliminação como problema de saúde pública, sendo orientado o registro de todos os casos positivos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Quando é identificado um caso suspeito, o nome e endereço do estudante são enviados para a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o médico, enfermeiro e agente de saúde realizem visita domiciliar dos casos positivos e repassem todo o tratamento para a criança e seus familiares. Nas ações do ano anterior foram identificados em torno de 23 casos confirmados e todos foram tratados.

Fotos: Lino Fly.

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Márcio Silvestre

Márcio Silvestre

Formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência em Assessoria de Imprensa e Produção Cultural. "A comunicação e a arte se cruzam no meu caminho. Descobri no jornalismo a oportunidade de contar histórias e compartilhar conhecimento".