Arte e Cultura

Milton Nascimento encerra a 20ª Mostra Sesc com show Semente da Terra

Ava Nhey Pyru Yvy Renhoi, ou, Semente da Terra, este é o nome que Milton Nascimento recebeu de 37 lideranças espirituais da Nação Guarani Kaiowá numa cerimônia realizada em 2010.
Por Márcio Silvestre • 21 de novembro de 2018

Milhares de pessoas lotaram o largo da RFFZA na noite desta terça-feira (20), para ouvir o cantor mineiro Milton Nascimento apresentando repertório de músicas consagradas e poesias que compõe o show Semente da Terra, no encerramento da 20ª Mostra Sesc Cariri de Culturas. Foram cinco dias intensos, com vasta programação cultural acessível e gratuita.

Foto: Anderson Duarte

 

A apresentação aconteceu no dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, um marco na luta por igualdade racial no Brasil. Bituca emocionou o público realizando um show com cunho político que levanta bandeiras de igualdade e respeito, um ideal de justiça social.

Sucessos consagrados de toda a sua carreira, também fizeram parte do repertório como: Travessia; Encontros e Despedidas; O Cio da Terra; Além de Tudo; Sentinela; Caçador De Mim; Nos Bailes da Vida; Clube Da Esquina 2; Maria Maria e Coração de Estudante, canção que Bituca dedicou a vereadora Marielle Franco, mulher negra, militante das causas sociais, assassinada em 14 de março deste ano.

Foto: Anderson Duarte

Semente da Terra

Ava Nhey Pyru Yvy Renhoi, ou, Semente da Terra, este é o nome que Milton Nascimento recebeu de 37 lideranças espirituais da Nação Guarani Kaiowá numa cerimônia realizada em 2010. O nome de batismo Guarani, concedido para pouquíssimas pessoas nascidas fora da tribo – surgiu a partir da percepção que os índios tiveram ao olhar uma foto de Milton. Nenhuma das lideranças jamais tinha ouvido falar dele antes deste evento, que reuniu índios de várias etnias em Campo Grande (MS), onde Milton se apresentou para sul-mato-grossenses e comunidades indígenas.

Foto: Anderson Duarte

20ª Mostra Sesc

Após cinco dias intensos de apresentações artísticas e culturais, o Cariri se despede do maior evento cultural do calendário anual da região. A Mostra se encerra, mas deixa experiências de trocas e intercambio de produção artístico-cultural fundamental para manutenção e valorização desta linguagem. Nesta edição o evento conseguiu reunir mais de 300 mil pessoas entre artistas, público e produção.

Foto: Anderson Duarte

 

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Márcio Silvestre

Márcio Silvestre

Formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência em Assessoria de Imprensa e Produção Cultural. "A comunicação e a arte se cruzam no meu caminho. Descobri no jornalismo a oportunidade de contar histórias e compartilhar conhecimento".