Cariri Sustentável

Estudante universitária funda Greenpeace Cariri e promove eventos alinhados com agenda ambiental

Por Carolina Barros • 30 de abril de 2020

A ideia de criar representatividade no Cariri do maior movimento de ativismo ambiental do mundo partiu da estudante do curso de veterinária da Universidade Leão Sampaio, Luiza Botelho Gonçalves, de 24 anos. Natural de Fortaleza, veio morar em Juazeiro do Norte com a família para fazer faculdade e, ao iniciar os estudos, começou a se interessar pelas questões ambientais, decidindo fundar o Greenpeace Cariri.
“Sempre admirei a organização pelo desenvolvimento de ações mais incisivas. A maioria das ONGs ambientais tem uma atuação amena, enquanto o Greenpeace sempre adotou uma postura radical frente às agressões ao meio ambiente. Me recordo de um episódio em que despejaram óleo no Palácio do Planalto para chamar atenção das pessoas e protestar contra o derramamento que ocorre nos oceanos e contamina as praias”, explica Luiza ao contar o que a inspirou a mobilizar a equipe local de ativistas.

O grupo conta com 50 membros, em sua maioria estudantes universitários da região. Em sua maioria, são alunos de direito, jornalismo, literatura e biologia, interessados em lutar em favor da causa.
“Mantemos diálogo constante com o escritorio do Greenpeace nacional desde o anúncio da criação do grupo, pois é uma das exigências estar sempre em contato para informar sobre todas as ações” acrescenta.
Apesar de atuar há apenas sete meses na região, o Greenpeace Cariri já tem consolidado alguns apoios e parcerias. A nível estadual com o Greenpeace Fortaleza e local com a Universidade Federal do Ceará, através do curso de Design, Universidade Regional do Cariri pelo Centro Acadêmico de Biologia e Unileão, com apoio do C.A. de Veterinária.


O grupo iniciou sua atividade implementando alguns trabalhos pontuais com a realização de ações de limpeza e trilhas ecológicas nos parques do Sítio Fundão e Riacho do Meio, além de atividades de conscientização nas universidades, como a realizada na URCA no Dia Global em Defesa do Clima, onde integrantes afixaram pelas paredes cartazes com mensagens de alerta e avisos relacionados à postura da sociedade em face aos problemas ambientais.

Em época de pandemia, a mobilização do grupo tem acontecido no ambiente virtual, promovendo conferências e reuniões on-line para discutir as ações, divulgadas através do perfil no Instragran @grenpeacecariri.

O calendário de lives para o mês de maio por exemplo está com a agenda lotada de participações, trazendo renomados especialistas do segmento que irão abordar temas específicos sobre o cenário ambiental do Cariri, além de assuntos de cunho científico sobre as questões ambientais mundiais.

No momento a expectativa da equipe é de que o grupo seja oficializado e de que mais pessoas possam ingressar no movimento, participar de forma ativa e se comprometer. “Queremos que este movimento perdure. Isso é muito importante, pois há aqui sérios problemas ambientais que precisam ser evidenciados e discutidos.” ressalta Luíza.

 

Carolina Barros

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