Consumo e Estilo

Economia colaborativa é inovação para o comércio

Diversidade de produtos e marcas em um mesmo ambiente facilitam o desenvolvimento de micro e pequenos empresários.
Por Márcio Silvestre • 4 de fevereiro de 2019

Foto: Daniel Simões

Foi inaugurada, na última sexta-feira (01), a primeira loja colaborativa de diferentes segmentos de Juazeiro do Norte. O empreendimento é um modelo de negócio inovador, que promove o compartilhamento e a troca de serviços e produtos entre empresas e marcas, contribuindo na divulgação e comercialização dos produtos de micro e pequenas empresas, com redução de custos.

A ideia dos irmãos empreendedores Saulo e Jaíza Chagas, partiu da vontade de abrir um negócio inovador e viável. “Levamos em consideração, que era algo que ainda não se popularizou na região. Nós já tivemos experiência com loja colaborativa em Fortaleza, eu já tinha exposto minha marca em uma. Vimos que o Cariri é uma região de comércio forte, tem muita gente que trabalhava com comércio. Então tem tudo para dar certo”, afirma Jaíza Chagas gestora da Embarque Loja Colaborativa.

Jaíza e Saulo, Gerentes da Loja Colaborativa (Foto: Daniel Simões)

“Uma iniciativa importante para a economia local”, ressalta a Diretora de Comércio e Serviços da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Juazeiro do Norte, Josefa Costa. O conceito de loja colaborativa além de incentivar a economia, fortalece a atividade de micro e pequenos empreendedores, como Simone Brasil, que junto com a irmã é responsável pela marca Conveniências de Beleza, uma das 15 parceiras da Loja Colaborativa. “O cliente quando chega, encontra em um só lugar, roupa, maquiagem, utensílios para casa, produtos de beleza. Acaba dando uma maior visibilidade à nossa marca”, comenta.

Simone e Marcela Brasil, irmãs e sócias da marca Conveniências de Beleza.  (Foto: Daniel Simões)

Reunir marcas, pequenas empresas e seguimentos para mesma loja é algo inovador, segundo Saulo Chagas. Em síntese, a loja aluga o nincho para o empreendedor vender seus produtos, os valores do aluguel dependem do tamanho do nincho escolhido, e não é necessário o empresário ficar na loja vendendo.

De acordo com a Articuladora Regional do Sebrae, Tânia Porto, a iniciativa ainda é novidade no Cariri, mas já é fortemente praticada nas capitais. “O mercado colaborativo vai trazer um novo olhar para os empreendimentos que não tem a possibilidade de assumir com todos os custos de uma loja física. Além de possibilitar a exposição e venda de produtos diferenciados. Acho que é um conceito que está se expandido. Na região do Cariri ainda temos poucos exemplos”, afirma.

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Márcio Silvestre

Márcio Silvestre

Formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência em Assessoria de Imprensa e Produção Cultural. "A comunicação e a arte se cruzam no meu caminho. Descobri no jornalismo a oportunidade de contar histórias e compartilhar conhecimento".