Cariri Sustentável

Consciência ambiental: práticas que ajudam na preservar do meio ambiente

Por Márcio Silvestre • 5 de dezembro de 2019

Mudanças de hábitos são necessárias e urgentes para reduzir os impactos ambientais. Na coluna CARIRI Sustentável de hoje voltamos a abordar a necessidade de praticar a consciência ambiental. O consumo consciente e a separação do lixo doméstico são exemplos de boas que ao serem incorporadas no cotidiano podem ter grande impacto na preservação do meio ambiente.

O plástico está em praticamente todos os produtos que consumimos o consumo desenfreado e a irresponsabilidade com o destino do resíduo tem provocado a poluição de ecossistemas como os mares e oceanos. De acordo com dados divulgados pela ONU, 80% de todo o lixo marinho é composto por plástico e a estimativa é que em 2050 a quantidade de plásticos na água supere a de peixes.

Foto: shutterstock

Muitas campanhas embasadas em pesquisas tentam alertar sobre os riscos que os ecossistemas têm sofrendo por causa da poluição. O consumismo desenfreado dos dias atuais e a falta de coleta seletiva nos municípios sobrecarregam os lixões e contribuem para maior degradação ambiental.

A consciência ambiental e responsabilidade com a terra precisam ser praticadas. Reduzir o consumo, reaproveitar, reciclar embalagens e resíduos sólidos são práticas necessárias e urgentes a serem adotadas no dia a dia.

O QUE É RECICLÁVEL

Pode ser reciclado todo o resíduo descartado que constitui interesse de transformação de partes ou o seu todo. Esses materiais poderão retornar à cadeia produtiva para virar o mesmo produto ou produtos diferentes dos originais. Por exemplo: folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, PET, recipientes de limpeza, latas de cerveja e refrigerante, canos, esquadrias, arame, todos os produtos eletroeletrônicos e seus componentes, embalagens em geral e outros.

Como separar o lixo doméstico?

Não misture recicláveis com orgânicos – sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes. Coloque plásticos, vidros, metais e papéis em sacos separados.

Lave as embalagens do tipo longa vida, latas, garrafas e frascos de vidro e plástico. Seque-os antes de depositar nos coletores.

Papéis devem estar secos. Podem ser dobrados, mas não amassados.

Embrulhe vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel grosso (do tipo jornal) ou colocados em uma caixa para evitar acidentes. Garrafas e frascos não devem ser misturados com os vidros planos.

O que não vai para o lixo reciclável?
Papel-carbono, etiqueta adesiva, fita crepe, guardanapos, fotografias, filtro de cigarros, papéis sujos, papéis sanitários, copos de papel. Cabos de panela e tomadas. Clipes, grampos, esponjas de aço, canos. Espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana. Pilhas e baterias de celular devem ser devolvidas aos fabricantes ou depositadas em coletores específicos.

Outras dicas:

Papéis: todos os tipos são recicláveis, inclusive caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não recicle papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono.

Plásticos:
 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Recicle sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (PET), tampinhas e até brinquedos quebrados.

Vidros: quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.

Metais: além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora.

Isopor: Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. No entanto, esse processo não é economicamente viável. Por isso, é importante usar o isopor de diversas formas e evitar ao máximo o seu desperdício. Quando tiver que jogar fora, coloque na lata de plásticos. Algumas empresas transformam em matéria-prima para blocos de construção civil.

* Com informações publicadas pelo Ministério do Meio Ambiente (Mudança de Hábito).

Foto Destaque: Reprodução.
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Márcio Silvestre

Márcio Silvestre

Formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência em Assessoria de Imprensa e Produção Cultural. "A comunicação e a arte se cruzam no meu caminho. Descobri no jornalismo a oportunidade de contar histórias e compartilhar conhecimento".