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Cinema de fácil e excelente acesso para o seu fim de ano

Por Redação Cariri • 28 de dezembro de 2018

Cena do filme “As Sufragistas”. Foto: Universal Pictures / Divulgação

 

Por Elvis Pinheiro.

Entre novidades e não tão novidades assim, vamos fazendo listas de fim de ano para aproveitarmos nossos recessos, férias e feriados com filmes para ver em casa. Indo a tradicionais locadoras ou tendo conta na Netflix, selecionei uns muito bons títulos na minha singela opinião de mediador de cinema aqui do Cariri.

Primeiro, que não falarei de Roma ou Bird Box. Estes, a curiosidade válida de todo mundo, entre comentários de ótimo ou péssimo, já nos levará (ou levou!) para os dois títulos em destaque nos comentários gerais das redes. Também não pretendo inventar a roda, mas sugiro estes dez títulos com muita tristeza pensando no que ficará de fora.

Foto: Divulgação / Cineart Filmes

Começo com A LIVRARIA (2017, Dir. Isabel Coixet). Quem gosta, ama livros, quem tem pretensão a grandes sonhos impossíveis irá se identificar com essa bela e muito bem narrada história da formação de leitores e da perseguição pela qual passamos por gostar de ler e de livros. Vi-o em março em Curitiba. Caso o seu gosto recaia pela temática LGBT, entre muitas opções, indico BEACH RATS (2017, Dir. Eliza Hittman), um autêntico filme de arte, contundente, verdadeiro, intenso, sem mistificações, mostrando um lado sujo da vivência de nossos desejos. Bem atual, sexual e absurdamente pouco comentado. AS SUFRAGISTAS (2015, Dir. Sarah Gavron), porque precisamos falar sobre a luta das mulheres pelo direito ao voto. Hoje, muita gente esnoba o simples ato de eleger um candidato, como se fosse uma chateação, uma bobagem. Importante que as mulheres conheçam a história poderosa de muita luta e sofrimento para se conseguir isso.

Para continuar falando de mulheres, emendo com outra obra LGBT, agora do universo lésbico, num filme histórico que trata também da queda da Bastilha e todas as relações de poder ali envolvidas. Trata-se de ADEUS, MINHA RAINHA (2012, Dir Benoît Jacquot), que mostra de um ponto de vista da leitora de Maria Antonieta os momentos iniciais da Revolução Francesa. Da Polônia, tratando dos tempos sob o jugo da ex-União Soviética temos A ARTE DE AMAR (2017, Dir. Maria Sadowska), filme indispensável por tratar de amor e sexo da forma mais livre e por isso, perfeita, a partir da história real de uma sexóloga comunista, sua vida íntima e a tentativa de publicar sem censura suas ideias e descobertas.

De um diretor especializado no Desejo e que adora as mulheres, JULIETA (2016, Dir. Pedro Almodóvar) uma obra amadurecida de um diretor com alto rigor técnico e uma capacidade de contar histórias novelescas como ninguém. A vida de Julieta em trinta anos e os desdobramentos emocionais de suas escolhas. O candidato holandês ao Oscar 2019 já está disponível, O BANQUEIRO DA RESISTÊNCIA (2018, Dir. Joram Lürsen) apresenta-nos mais um importante personagem da luta dos Aliados contra o Fascismo Nazista Alemão durante a Segunda Grande Guerra. Não se deve dizer mais, para não estragar as surpresas. Já faz um tempinho que ele passou nos cinemas e muita gente já matou a curiosidade, mas se quer ver um terror belissimamente filmado, precisamos ver A BRUXA (2015, Dir. Robert Eggers), porque além dos sustos, das cenas poderosas, temos um suspense crescente que nos faz duvidar o tempo todo de nossas certezas quando a existência do Mal.

Com dez títulos citados e oito recomendações pessoais, desejo incríveis sessões de cinema, sozinhos ou em muito boa companhia, e com a certeza de que boas histórias ainda nos são indispensáveis a qualquer tempo.

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