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Após quase 1 ano sem aulas presenciais, escolas particulares da Região do Cariri voltam de forma híbrida

Por Edição Cariri • 20 de janeiro de 2021

Em consonância com o mais recente decreto estadual, emitido no dia 14 de novembro de 2020, que visa o retorno das aulas presenciais de forma gradual para a educação infantil e fundamental, na modalidade híbrida, a Associação das Escolas Particulares do Cariri (AEPC) definiu a terceira e quarta semana de janeiro como data oficial para o retorno das atividades presenciais das instituições associadas. A AEPC realizou a testagens de todos os profissionais da educação, de Crato e Juazeiro, lotados na rede privada de ensino.

A data foi definida durante assembleia extraordinária com todas as escolas vinculadas à AEPC, realizada em dezembro de 2020. “O retorno está respeitando o protocolo sanitário do Governo do Estado para as instituições de ensino, com a política de regionalização das medidas de distanciamento social. Diante da pandemia da Covid-19, o retorno está acontecendo no formato híbrido, quando há uma mescla entre atividades a distância e presenciais”, disse o presidente da AEPC, Eliab Hazael.

As escolas estão dando início às atividades presenciais de acordo com os planejamentos educacionais de cada uma no sentido de atender os alunos conforme as normas de segurança. Vale ressaltar que as aulas continuarão no formato virtual para os alunos que optarem por continuar estudando de casa.

Pais dividem as opiniões

Simone Brasil é mãe de Arthur Warner, que está no fundamental I, e tia de Larissa Prado, estudante do ensino médio, em um colégio em Juazeiro do Norte, ela destaca que não se sente segura em deixá-los ir para a escola ainda com a pandemia em curso e sem vacina para todos. “Não por duvidar dos protocolos que a escola está usando, mas de prevenção mesmo, tendo em vista que minha mãe faz parte do grupo de risco. Com os aumentos dos casos, eu prefiro que eles assistam aula de casa mesmo”, disse.

Ela inda destaca que Arthur possui um nível leve de autismo, e acaba sendo um pouco desatento. Ela acredita que ele não irá fazer o uso correto da máscara e do álcool em gel, ficando assim mais suscetível ao vírus. Ela ainda destaca que, com relação a Larissa, a opção de não retornar agora também partiu dela própria.

Jomávia Lacerda é mãe de João Gabriel, de 6 anos, e decidiu optar pelo ensino híbrido e mandar seu filho para a escola. Ela destaca que essa é uma escolha delicada e que, desde pequeno, ele tinha uma rotina bem preenchida durante o dia, com aula integral e natação no final da tarde. De repente, no ano passado, eles se depararam com a pandemia. Ela conta que ficou super assustada.” Senti muita dificuldade, pois tivemos que readequar toda a rotina dele”, disse.

Jomávia conta que foi desafiador e que ficou apreensiva com os decretos de retorno as aulas. No início ela ficou resistente com a ideia do retorno, sem vacinação para todos, mas decidiu ir visitar a nova escola do filho. “Participei de reuniões e eles passaram uma confiança enorme. As aulas on-line são desafiadoras para uma realidade de pais e mães que trabalham. Meu trabalho requer muita dedicação com viagens”, informou.

A mãe de João conta que decidiu colocar ele no ensino híbrido por vários motivos, principalmente pela dificuldade em gerenciar várias tarefas, como ser mãe, profissional e professora ao mesmo tempo. “É necessária uma paciência enorme. Estou super satisfeita e confiante com o retorno e com as medidas que a escola do meu filho tomou para essa volta”, finalizou.

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