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Alzheimer é possível prevenir

Especialista explica como os exercícios físicos podem auxiliar no combate à doença
Por Márcio Silvestre • 6 de fevereiro de 2019

(Foto: Freepik)

Cientistas brasileiros descobriram um caminho para prevenir e potencialmente tratar o Alzheimer. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil cerca de 1 milhão de pessoas sofrem com a doença neurodegenerativa que se manifesta de forma silenciosa. Considerada a enfermidade que mais avança no mundo à medida que a população envelhece, ainda não existe cura, entretanto o seu avanço pode ser retardado.

O estudo descobriu que ao praticar atividades físicas o corpo humano produz a irisina, um hormônio produzido pelos músculos durante a prática de exercícios, que protege o cérebro e restaura a memória afetada pela doença. A descoberta dos pesquisadores tem duas vertentes. A primeira é que o exercício, mesmo que ainda exista muito a estudar, contribui na prevenção do Alzheimer. Ainda não se sabe, porém, qual a dose certa de exercício, mas ele é fundamental para o metabolismo do cérebro e das doenças provenientes do desequilíbrio deste.

É de grande importância prestar atenção na alimentação, pois o consumo excessivo de açúcar ou carboidratos simples pode potencializar o aparecimento do Alzheimer. “Se eu consumir muito açúcar e não gastar, eu vou causar resistência no receptor, provocando assim diabete tipo 2 e consequentemente a tipo 3, o Alzheimer”, explica o Dr. Fernando Guanabara. Além de uma dieta balanceada, praticar atividade física melhora a qualidade de vida e previne outras doenças, “coloquem na rotina diária o treino, pois ele evita doenças como Alzheimer e outras como diabetes e o AVC”, alerta o especialista.

O Laboratório Vidas realiza alguns dos exames complementares ao diagnóstico da doença de Alzheimer. (Foto: Márcio Silvestre)

Fique atento

Alem da prevenção, o diagnóstico da doença deve ser bastante criterioso e realizado por um especialista. De acordo com a ABN (Associação Brasileira de Neurologia) o processo de investigação diagnóstica, para preencher os critérios, inclui história completa do paciente, avaliação clínica, exames de imagem e laboratoriais. A Biomedica responsável técnica do Laboratório Vidas, Thays Sanches, destaca alguns dos exames complementares atualmente recomendados para o auxílio ao diagnóstico da doença de Alzheimer, que podem afastar outras doenças que justifiquem os sintomas:

  • Hemograma
  • Concentração sérica de ureia e creatinina
  • T4 livre
  • TSH
  • Albumina
  • Enzimas de função Hepática
  • Vitamina B12
  • Dosagem de cálcio
  • Sífilis
  • Exame do líquido cefalorraquidiano

 

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Márcio Silvestre

Márcio Silvestre

Formado pela Universidade Federal do Cariri (UFCA), com experiência em Assessoria de Imprensa e Produção Cultural. "A comunicação e a arte se cruzam no meu caminho. Descobri no jornalismo a oportunidade de contar histórias e compartilhar conhecimento".