Arte e Cultura

Uma festa para os Reis

Pelo menos 800 brincantes, de 43 grupos da tradição popular, participaram dos festejos realizados pelo Projeto Ciclo de Reis, da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte em parceria com a Ong Zaíla Lavor, entre 22 de dezembro e 6 de janeiro. Com característica particular, o projeto aderiu a um roteiro cultural descentralizado, espalhando, assim, Saiba mais

Por Alana Maria • 8 de janeiro de 2018

Pelo menos 800 brincantes, de 43 grupos da tradição popular, participaram dos festejos realizados pelo Projeto Ciclo de Reis, da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte em parceria com a Ong Zaíla Lavor, entre 22 de dezembro e 6 de janeiro. Com característica particular, o projeto aderiu a um roteiro cultural descentralizado, espalhando, assim, a programação em alusão ao Dia de Reis pelos bairros da cidade em diferentes dias. A organização estima público geral de 60 mil pessoas.

Apresentaram-se 22 grupos de reisado (adulto e infantil), 13 grupos de banda cabaçal, cinco grupos de lapinha e manifestações culturais como coco, maneiro-pau e mamulengo, em cortejos pelos bairros Aeroporto, Centro, Franciscanos, Frei Damião, Jardim Gonzaga, João Cabral, Pedrinhas, Pio XII, Sítio Popô, Romeirão e Triângulo. Ainda aconteceram 20 terreiradas culturais, onde os Mestres convidavam outros grupos para uma brincadeira em seus terreiros, com 100 apresentações realizadas, segundo estima Maria Gomide, coordenadora do Projeto Ciclo de Reis.

 

 

A organização estima que este seja o maior projeto da cultura popular desenvolvido pelo poder público em Juazeiro do Norte. A preparação para o Ciclo de Reis aconteceu desde novembro de 2017 com o anúncio de oficinas, aulas e ensaios no Centro de Artes, comandado pelo grupo artístico Carroça de Mamulengos. De acordo com dados da Prefeitura de Juazeiro do Norte, pelo menos 100 novos personagens da tradição popular, como o boi e o Jaraguá, foram confeccionados em parceria com os brincantes.

Para Maria Gomide, a proposta da Secult foi de promover a descentralização dos festejos, a integração de diferentes gerações nas comunidades (crianças, jovens, idosos) e o estímulo à economia criativa nos diversos bairros onde a programação esteja sendo realizada. “Queremos retomar as antigas práticas como as ‘rezas do divino’, quando os reisados visitam as casas para louvar o Sagrado Coração de Jesus, as terreiradas e brincadeiras dos grupos e a queima das palhinhas dos presépios”, disse a coordenadora.

 

 

 

 

 


Fotos: Samuel Macedo e Hélio Filho

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Alana Maria

Alana Maria Soares é jornalista da Cariri Revista desde 2015.
Formou-se pela faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), no campus Cariri, onde produziu o programa cultural Percursos Urbanos Cariri, pela UFC e CCBNB, entre 2012 e 2014. Pela Editora 309, ainda produziu a Casa Cariri Revista, o Manual Inteligente da Água, o Jornal Universitário da Unileão em 2016 e 2017, entre outros produtos editoriais.
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