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Uma casa para o homem kariri

Fundação Casa Grande sediará Instituto de Arqueologia do Cariri

No próximo dia 19, será inaugurado em Nova Olinda o Instituto de Arqueologia do Cariri. A iniciativa é uma parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, com o apoio da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e do Centro de Arqueologia da Universidade de Coimbra (UC), em Portugal. Desde 2006 atuando na pesquisa acadêmica de Arqueologia, a Fundação pretende inaugurar o órgão no dia do seu aniversário de 23 anos.

Trabalhando com a educação social de crianças e jovens, a Casa Grande já vem desenvolvendo um olhar voltado para a arqueologia no Cariri, contando a história da região para as crianças através da memória e da história do homem kariri e desenvolvendo atividades de preservação de sítios arqueológicos. Segundo Rosiane Limaverde, doutora em Arqueologia pela UC e diretora da instituição, na região já se contabilizam mais de 100 sítios arqueológicos.

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Rosiane em campo

Para ela, o instituto vem a somar com o trabalho que já é desenvolvido, além de fomentar a área da pesquisa acadêmica na cultura e no material do homem que viveu no período pré-histórico. “O Cariri é um presente da Chapada do Araripe. Uma ilha verde. Considerado a terra prometida pelos nossos antepassados que aqui viveram”, observa Rosiane.

O instituto fortalece a pesquisa, o ensino e a extensão na formação de novos pesquisadores. O órgão contará com o Museu de Arqueologia – que já funciona e, segundo ela, será ampliado em 2016 com novas peças oriundas de descobertas recentes -, O Laboratório de Arqueologia e uma Reserva Técnica, que também será ampliada com a aplicação efetiva dos estudos. A entidade conta com o primeiro órgão de ensino superior do Ceará especializado no assunto.

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Rosiane considera a inauguração um grande passo para o Cariri. Em uma região tão rica em memória, a criação de um instituto, para ela, contribuirá para o avanço de descobertas arqueológicas na Chapada, fazendo uma ponte entre a comunidade e a academia e preservando a cultura e a oralidade de um povo que se comunica pelas rochas.

Fotos: Helio Filho

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