Arte e Cultura

Um tear de histórias

Por Pedro Philippe • 17 de agosto de 2016

É muita Maria costurando naquela casa na Rua Santa Rosa. Por isso que a mãe, Maria Jovelina, ficou conhecida como Dona Jovem e a filha, Maria Alves, é a Maria Costureira. A matriarca tricotou pela primeira vez ainda com nove anos e, a partir de então, fez deste o seu ganha-pão no distrito minúsculo de Ibicuã, na pequena cidade de Piquet Carneiro. Dona Jovem veio morar em Juazeiro do Norte procurando bom estudo para as três filhas e acabou encontrando também um ótimo comércio para suas mãos de fada. Maria aprendeu a pôr linha na agulha também aos nove e, junto com a mãe, formou uma dupla de costureiras que por quase meio século vestiu os juazeirenses. Dona Jovem, hoje com 90 anos, é especialista em fazer miudezas e pequenos detalhes nas roupas, como fuxicos, enquanto Maria é conhecida de outros carnavais pelas fantasias que faz.

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