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Tênis ganha fôlego no Cariri

São raras as vezes que as quadras de Tênis dos condomínios do Cariri se encontram vazias, como comenta Jorge Coelho, um aficionado pelo esporte. Para ele, foram os torneios e frequentes competições que despertaram o interesse do caririense em torno nobre jogo inglês, assim como a elevação da classe média alta juazeirense com o avanço econômico da cidade nos últimos anos.

“Houve um aumento visível, quase gritante, do número de tenistas no Cariri”, Jorge aponta. Como era de se esperar, uma coisa puxa a outra. A procura por competições levou cada vez mais praticantes a buscarem profissionalização dos treinos e locais apropriados para as partidas. “Não que sejamos grandes esportistas, mas não passamos mais vergonha na quadra”, brinca.

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(Fotos: Renato Fernandes)

 

O hobby ultrapassou os horários alugados em quadras de Hotéis como únicas opções e passou para a liberdade de seus próprios condomínios e casas. De 2015 para cá, dois torneios se destacam: o Juazeiro Open de Tênis (2015) e o Cidade dos Kariris (2016), arrastando homens e mulheres de diversas cidades, como Crato, Barbalha e Fortaleza, e de estados como Paraíba e Rio Grande do Norte, para a disputa.

Com segunda edição garantida, o torneio Juazeiro Open Tênis volta no segundo semestre de 2016, maior e com mais categorias.

 

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SEGREDOS DO GRAN SLAM

Não há uma “Copa do Mundo” no Tênis. Os vários torneios têm diferentes relevâncias, mas, para segurar sua posição no ranking, os tenistas precisam disputar todos – e vencer o máximo que puderem. Wimbledon é o mais antigo torneio de tênis e também o principal, disputado na grama. Outros bastante conhecidos são o Australian Open e o Aberto dos Estados Unidos, torneios de quadra, e o Roland Garros, de saibro. Juntos, os quatro torneios formam o Gran Slam.

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Desde a primeira edição de Wimbledon, em 1877, os jogadores são obrigados a vestir branco da cabeça aos pés, e terminantemente proibidos de usar qualquer detalhe de outra cor. Em 2013, Roger Federer pôs a cor laranja na sola de seus sapatos e foi repreendido pela organização do evento. Outra tradição é a comida, desde sempre morango com creme. O torneio é tão cerimonioso que os jogadores são tratados com formalidade, sempre chamados de Mr. e Miss, os garotos que recolhem as bolas no campo passam por rígido treinamento e, claro, a família real é presença garantida na quadra por onde passeia a Rainha Elizabeth.

Em 1959, fazia 21 anos consecutivos que os Estados Unidos venciam o torneio feminino em Wimbledon. Quem quebrou a sequência foi a brasileira Maria Esther Bueno, que, com apenas com 19 anos de idade, derrotou a americana Darlene Hard por dois sets a zero. Esther venceu novamente no ano seguinte e, de novo, em 1964. Acabaria por se tornar a primeira mulher a vencer os quatro torneios do Gran Slam na mesma temporada.

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