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Somos todxs cultura popular

Nos anos 70, queer era um termo pejorativo para apontar aqueles que estavam fora dos padrões de heterossexualidade. Ainda hoje, o queer é o estranho, mas também é o nome de uma teoria que propõe o debate sobre questões de sexualidade. Por isso que na hora de nomear o projeto que estuda as representações de gênero no cordel, a professora Fanka Santos e seu orientando Pablo Costa rapidamente chegaram a “Queerdel”. Com o subtítulo “Transgressão e Memória”, o projeto da Universidade Federal do Cariri estreou no primeiro semestre deste ano e vem promovendo rodas de debate e criação e leitura de cordéis sobre o tema. “Antigamente, as pessoas se informavam através do cordel e até hoje ainda há quem leia buscando conhecimento. Então, nós queremos usá-lo como uma mídia para chegar até essas pessoas”, Pablo explica. Em junho, o Queerdel promoveu, ao lado de outros grupos que lutam a favor das minorias, o primeiro “Akuenda a Diversidade”, uma passeata que percorreu as ruas do centro do Juazeiro.

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