Cariri Sustentável

Selo Verde: descarte corretamente seu lixo sem sair de casa

Nossa produção diária de lixo não para de crescer. De fato, o montante de descarte brasileiro aumentou 29% entre 2003 e 2014, o que é cinco vezes mais que a taxa de crescimento populacional, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Em Juazeiro do Norte, Saiba mais

Por Alana Maria • 22 de junho de 2016

Nossa produção diária de lixo não para de crescer. De fato, o montante de descarte brasileiro aumentou 29% entre 2003 e 2014, o que é cinco vezes mais que a taxa de crescimento populacional, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Em Juazeiro do Norte, a média diária de lixo depositado no aterro a céu aberto ultrapassa 250 toneladas. Muitos desses resíduos poderiam ter um destino diferente com a coleta seletiva e a doação às associações de catadores de materiais recicláveis, algo que o projeto Selo Verde quer incentivar.

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Coleta de duas semanas (Fotos: Alana Maria)

Pensado por estudantes de Engenharia Ambiental do IFCE e do time Enactus, em parceria com a Associação Engenho do Lixo, o projeto cadastra famílias e empresas que queriam descartar corretamente materiais inutilizados doando para galpões de reciclagem. Do papel ofício amassado ao eletrônicos, tudo de resíduos sólidos inorgânicos servem para a reciclagem.

Todo o material é devidamente separado em triagem, pesado, armazenado e vendido para reciclagem.

Funciona assim: a casa ou empresa se cadastra online no projeto Selo Verde através do site, escolhendo o dia da semana de preferência para a coleta. Associados do Engenho do Lixo buscarão os pacotes na residência cadastrada ou a própria família pode entregar no depósito de seleção.

(Fotos: Alana Maria)

Jerônimo e Tamirys no Engenho do Lixo. (Fotos: Alana Maria)

Segundo Tamirys Monteiro, atual líder do projeto, pelo menos 114 famílias do bairro Santo Antônio têm Selo Verde e ajudam o meio ambiente fazendo a pré-coleta seletiva em suas casas e doando aos profissionais catadores. Em um mês de ação, 477 kg de material reciclável foi recolhido. A expectativa da equipe é ampliar a ação para outros bairros.

Descarte corretamente seu lixo separando em orgânico e inorgânico. O projeto Selo Verde e o Engenho do Lixo somente aceitam materiais inorgânicos, como garrafas pet, latinhas de refrigerante e jornais, livros ou revistas usadas. Veja lista abaixo.

Antônio Jerônimo da Silva, 61 anos, é catador associado ao Engenho e ao Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. Para ele, a iniciativa dos estudantes melhorou as atividades de coleta e o relacionamento com a sociedade em geral. “Foi uma benção e tudo clareou um pouco mais agora [sic]” diz. Vendendo o quilo de pet (garrafa plástica) foi 0,55 centavos, é preciso muito para garantir o sustento, mas Jerônimo se mostra confiante de que as coisas vão melhorar quando a Rede Regional de Catadores for formada.

 

Jerônimo da Silva, 61, fecha uma saca de papéis que venderá por quilo à menos de 0,20 centavos.

Jerônimo da Silva, 61, fecha uma saca de papéis que venderá por quilo à menos de 0,20 centavos. (Fotos: Alana Maria)

 

 

Faça uma pré-coleta seletiva do seu lixo por tipo. O que pode ser doado:

  • Todo tipo de papel (revistas, jornais, ofício, almaço, livros etc.);
  • Papelão;
  • Plástico (garrafas pet, recipientes como shampoo, depósitos de sorvete etc.);
  • Metais em geral – principalmente ferro, alumínio e cobre (latinhas de refrigerante, de cremes, de condimentos etc.);
  • Eletrônicos (peças de computador, som, televisores, micro-ondas, celulares etc.);
  • Óleo de cozinha (em garrafas bem lacradas)

 

 
(Fotos: Alana Maria)

(Fotos: Alana Maria)

 

(Fotos: Alana Maria)

(Fotos: Alana Maria)

 

(Fotos: Alana Maria)

(Fotos: Alana Maria)

SERVIÇO

Projeto Selo Verde

Cadastre-se aqui http://bit.ly/28NjJLM

Associação Engenho do Lixo

Avenida Paulo Maia, 230, bairro Santo Antônio – Juazeiro do Norte

José Leite, presidente

Tel: (88) 98828 2134

Alana Maria

Alana Maria Soares é jornalista da Cariri Revista desde 2015.
Formou-se pela faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), no campus Cariri, onde produziu o programa cultural Percursos Urbanos Cariri, pela UFC e CCBNB, entre 2012 e 2014. Pela Editora 309, ainda produziu a Casa Cariri Revista, o Manual Inteligente da Água, o Jornal Universitário da Unileão em 2016 e 2017, entre outros produtos editoriais.
RP: 0003947/CE