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Poético lar, o Rio Salgadinho

Em 2015, o advogado especialista em Direitos Humanos Cristóvão Teixeira apresentou ao público do Geopark Araripe sua visão poética de um dos trechos mais poluídos e mais bonitos do rio Salgadinho em Juazeiro do Norte, o berço das garças. Neste experimento fotográfico, tenta sintetizar o contraste que é o forte odor da área e o belo cenário produzido pelo ninhal e drama que representa a vida e morte do rio que banhou os primeiros moradores, agora raso, escuro e sujo, como parte um grande problema social.

A beleza e a tragédia. O nascimento e a morte. O selvagem e o industrial.

A exposição A graça da garça retrata a urgência de se repensar a cidade e o meio ambiente. “Ao olharmos no entorno dele (do rio) conseguimos perceber a cidade e as formas de concreto que o circundam, já que Juazeiro é cortada por suas águas. E daí surge a questão: o que fazer com as áreas verdes que circundamos?”, o fotógrafo problematiza.

 

Cristóvão Teixeira

 

Cristóvão Teixeira

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