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PODCAST | O fim da vaquejada?

Em 2013, o deputado cearense Wellington Landim (PSB) criou uma lei estadual que regulamentava a vaquejada como esporte e como bem cultural do Nordeste. A regulamentação alertou a Procuradoria da República no Ceará, que respondeu entrando com uma representação, a fim de classificar a lei como inconstitucional, já que a vaquejada agiria com maus-tratos aos bois e cavalos. O Supremo Tribunal Federal, no dia 06 de outubro, finalmente votou pela anulação da lei no Ceará e proibiu os eventos em todo o Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ), este é o segundo esporte mais popular do Brasil, que movimenta mais de 600 milhões de reais a cada ano. Depois que os ministros do STF publicarem seus votos, pode ser o fim da vaquejada. Conversamos com Wilshton Maia, empresário e vaqueiro amador, sobre o que significa a lei, quais os argumentos de quem defende a prática e o que o fim pode causar no comércio do Cariri.

 

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“A sociedade não aceita mais esse tipo de coisa [maus-tratos contra animais] e os próprios vaqueiros, aqueles mais conscientes, veem com repúdio essas atitudes. Se você for comparar a vaquejada de 2002 com a de hoje, [vai ver que] a evolução é muito grande”, Wilshton explica.

LINKS

O que é a vaquejada e por que ela foi proibida pelo Supremo?

Vaqueiros e apoiadores da vaquejada fazem protesto em Juazeiro do Norte

Associação Brasileira de Vaquejada

 

Fotos: Allan Damasceno

Gravado nos estúdios da Rádio Progresso FM
Vinheta: Abanda

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