Cariri Sustentável 0

O Geopark é nosso, mas você o conhece?

A programação acabou, mas ainda são muitos os motivos para brindar em comemoração a primeira década do Geopark Araripe. Somos berço do primeiro geopark das Américas e o único do Brasil. O Cariri e sua Chapada abraçam o Geopark Araripe por mais de 3.400 km² de território, atravessando seis municípios e constituindo 9 geossítios de grande valor geológico, paleontológico, arqueológico e histórico.

Mas o que isso significa? Em poucas palavras, as rochas e tudo aquilo que está disposto nos ajuda a entender e contar a história dos homens e mulheres, dos animais e de toda a natureza que esteve aqui antes de nós. Felicidade garantida para pesquisadores e cientistas que não encontram em outro lugar o rico patrimônio daqui, o Araripe também constrói e remonta a cultura do nosso povo.

“O Geopark é para as pessoas!”, deixa bem claro o mais novo diretor executivo Marcelo Martins. “Gosto de dizer que no palco onde relações entre ciência, patrimônio, cultura e desenvolvimento aparecem, vamos apenas jogar luz. Descortinar, e mostrar para as pessoas, a nível de Brasil, quiçá de mundo, o quão viva essa relação é”.

Isso porque todo o trabalho do projeto da Global Geoparks Network, órgão da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), através da Universidade Regional do Cariri (URCA) e com apoio do Governo do Estado do Ceará, é baseado no desenvolvimento local e sustentável, a partir do reconhecimento das comunidades em torno daquela área. “Uma vez que as comunidades se dão conta do retorno financeiro e cultura aquele geossítio, elas passam a dar valor e cuidar”, Martins explica a autogestão. A economia das cidades também agradece. Esse tipo de turismo atrai perfis que permanecem mais tempo no local, incentivando o comércio, a rede hoteleira e de bares e restaurantes.

Fóssil exposto no Museu de Paleontologia, em Santana do Cariri (Foto: Constance Pinheiro)

Fóssil exposto no Museu de Paleontologia, em Santana do Cariri (Foto: Constance Pinheiro)

TURISMO

Nos próximos anos, mais dois geossítios serão inaugurados: Batateira e Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, completando assim três rotas triangulares junto a Juazeiro – Missão Velha – Barbalha e Nova Olinda – Santana.

Apesar de atrair muitos turistas com o segmento cientifico, comunitário e familiar, as atrações do Geopark ainda passam – pasmem – despercebidas pelos próprios caririenses. Elencamos abaixo alguns dos melhores atrativos do Geopark Araripe:

Roteiro: Colina do Horto, Cachoeira de Missão Velha, Floresta Petrificada do Cariri, Batateira, Pedra Cariri, Parque dos Pterossauros, Riacho do Meio, Ponte de Pedra e Pontal da Santa Cruz são os nove geossítios. Além do número, o que também chama a atenção é a facilidade de realizar roteiros em apenas um dia ou mais dias (de preferência com o guia do Geopark).

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(Foto: Constance Pinheiro)

Aventura: Não é preciso ir muito longe para encontrar atividades radicais pelo Cariri.

Rapel na Pedra do Castelo, em Nova Olinda, e o Mirante do Vale dos Azedos, em Santana do Cariri.

Trilhas intensas e leves pela Floresta Nacional do Araripe, seja até o Riacho do Meio, em Barbalha, pela Trilha do Picoto, em Crato, ou até o Pontal da Santa Cruz, em Santana do Cariri. São mais de 300km de trilha, em área plana e sem contato com o asfalto, também aptas para o cicloturismo.

Mirantes de encher os olhos a cada ponta de trilha. O Camping também é uma boa opção para os aventureiros, mas atenção aos cuidados e recomendações do Geopark e da Secretaria do Meio Ambiente do Crato.

Geossítio Riacho do Meio, em Barbalha (Foto: Constance Pinheiro)

Geossítio Riacho do Meio, em Barbalha (Foto: Constance Pinheiro)

Os melhores Banhos pela região são encontrados no geossítios Batateira, em Crato, na Cachoeira de Missão Velha e no Riacho do Meio, em Barbalha.

Cultura: Reserve um fim de semana para apreciar a cultura local e permita se encantar em cada local que passar. Tudo é cultura! Mas recomendamos um pulinho no Museu de Paleontologia, Fundação Casa Grande, Museu do Couro, Centro de Cultura Popular Mestre Noza e Memorial Padre Cícero.

Aprendizado: Além de ser uma experiência única e gratuita, ainda ganhamos em conhecimento sobre a vida e suas manifestações. “Nosso Geopark é um livro aberto da história”, Martins caracterizou. O que nos dizem os fósseis de milhares de anos? Como nossa vida foi afetada pelas contínuas transformações da natureza? Quais as marcas do misticismo indígena ainda sobrevivem nas lendas, como a Ponte de Pedra sendo a passagem para um reino mágico?

SERVIÇO

Sede do Geopark

Rua Carolino Sucupira, s/n, Pimenta – Crato

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Universidade Regional do Cariri, URCA

Rua Coronel Antônio Luíz, nº 1161, Pimenta – Crato

Ponte de Pedra, em Nova Olinda (Foto: Constance Pinheiro)

Ponte de Pedra, em Nova Olinda (Foto: Constance Pinheiro)

 

(Foto: Constance Pinheiro)

(Foto: Constance Pinheiro)

 

(Foto: Constance Pinheiro)

(Foto: Constance Pinheiro)

 

Sítio Fundão (Foto: Constance Pinheiro)

Sítio Fundão (Foto: Constance Pinheiro)

 

(Foto: Constance Pinheiro)

(Foto: Constance Pinheiro)

 

(Foto: Constance Pinheiro)

(Foto: Constance Pinheiro)

 

Tronco fossilificado (Foto: Constance Pinheiro)

Tronco fossilificado (Foto: Constance Pinheiro)

 

(Foto: Constance Pinheiro)

(Foto: Constance Pinheiro)

 

(Foto: Constance Pinheiro)

(Foto: Constance Pinheiro)

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