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Novos prefeitos e seus desafios

Fotos: Samuel Macedo

Dos 42 homens que foram prefeitos do município de Juazeiro do Norte, nenhum teve dois mandatos seguidos. Isto é, a cidade nunca viu uma reeleição. Em 2016, o então prefeito Raimundo Macedo renunciou à sua candidatura durante a campanha, tão baixa era sua popularidade. No dia 1º de novembro, viria ser afastado do cargo, investigado por diversos crimes. Enquanto isso, 80% da população do Crato afirmava ser ruim ou péssima a gestão de Ronaldo Matos, que enfrentou uma série de greves dos servidores municipais. Nos dois últimos anos de seu mandato, passou a ser investigado por suspeita de desvios milionários de dinheiro público. Ele não tentou se reeleger. Em Barbalha, José Leite não participou da campanha do candidato que iria sucedê-lo. A sua imagem estava tão desgastada que poderia dificultar a campanha do seu possível sucessor. Ainda assim, mesmo de longe, atrapalhou. Depois de deixar correr uma greve na saúde por quase dois anos, a administração de José Leite perdeu credibilidade e o então prefeito ganhou desafetos.

Agora, em 2017, Arnon Bezerra é o novo prefeito de Juazeiro do Norte. Zé Ailton é o do Crato. Argemiro Sampaio é o de Barbalha. Os três têm muito em comum: assumem prefeituras em péssimas condições financeiras e passando por um processo de grande desgaste junto à população. Além disso, foram escolhidos como a solução para o problema político de suas cidades. Arnon, Zé Ailton e Argemiro têm uma grande responsabilidade pela frente, assim como o desafio de reconquistar a confiança do povo na política local e colocar os municípios de volta nos trilhos do crescimento e do desenvolvimento econômico que a região vinha tendo. Conversamos com os três prefeitos sobre suas expectativas para os próximos quatro anos, o que eles esperam realizar neste mandato e o que farão para as cidades do Triângulo Crajubar crescerem juntas.

 

 

CRATO

José Ailton Brasil é um devoto de São Judas Tadeu, conhecido por ser extremamente pontual e estar sempre com um sorriso tímido no rosto. Desde que foi empossado como o 30º prefeito do município do Crato, trabalha 12 horas por dia debaixo de uma imagem de Jesus Cristo, em seu gabinete. Foi na infância em Dom Quintino, sítio na serra cratense, que adquiriu a fé católica e a prestatividade que carrega até hoje. Na manhã nublada em que recebeu a CARIRI, ele mesmo levantou-se para servir o cafezinho. Nos 30 anos em que foi servidor da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Zé Ailton aprendeu a dominar os números e enxergar de longe uma conta no vermelho. Durante um ano e onze meses na Câmara Legislativa do Ceará, ele aprendeu a dialogar para vencer com argumentos, ou ser vencido por eles.

Desde o primeiro dia em que se sentou naquela cadeira, Zé Ailton bate o dedo na calculadora. Por enquanto, ele diz não poder divulgar o rombo da Prefeitura Municipal do Crato, pois prefere verificar mais vezes até chegar a um número exato e não correr o risco de, por um engano, mostrar uma dívida maior do que realmente, colocando o prefeito anterior em uma situação pior do que já está.

Mesmo antes de todas as checagens, já se sabe que a situação vai mal – só em contas de água a prefeitura deve 4,5 milhões de reais. Antes mesmo de assumir o cargo, Zé Ailton já havia anunciado uma série de reduções e cortes de gastos: deixaram de existir 30% dos cargos comissionados e sete das vinte secretarias.

“Não adianta falar nas dificuldades que estamos encontrando”, afirma, sem se lamentar. “Nós já sabíamos que teríamos dificuldades; sabíamos que a economia vai mal, que a população estava desacreditada com a política, por isso elegeram uma chapa que não havia passado pelo Poder Executivo. Mas é nas dificuldades que você encontra as grandes soluções.” Além do levantamento geral dos débitos, a atual gestão conta o que ficou em caixa. A saída vai ser “maximizar a receita, cobrando de quem deve e não aumentando impostos”, o prefeito explica. Em seguida, compara a arrecadação do Crato, que tem 129 mil habitantes, com a de Iguatu, que tem 102 mil: em 2015, o Crato recolheu R$15mi, enquanto Iguatu conseguiu arrecadar mais do que o dobro. Zé Ailton acredita que há como entrar mais e sair menos.

Na conversa com a CARIRI, o prefeito repetiu uma manchete veiculada em um blog local: ele “adota medidas antipáticas”. “São medidas que muitos não vão entender inicialmente, mas com o passar do tempo perceberão que são necessárias”, disse. A diferença entre ele e seu oponente na campanha de 2016 foi de cerca de 13 mil votos (ele levou 58,78% dos votos válidos). Nas últimas eleições municipais no Crato, essa diferença entre primeiro e segundo lugar foi maior: 20 mil na de 2008 e 25 mil na de 2012. “No momento em que você tem uma maioria dessas, a expectativa da população é muito maior”, analisa. “Todas as atenções estão voltadas para essa administração. Nos deram um voto de confiança. Isso nos dá muito mais responsabilidade e vontade de trabalhar.”

Zé Ailton já havia tentado entrar no Palácio Alexandre Arraes nas eleições de 2008, quando foi candidato a vice-prefeito ao lado de Walter Peixoto, que já havia sido prefeito de 2001 a 2004. A candidatura dos dois, porém, foi indeferida em setembro daquele ano por improbidade administrativa do mandato de Walter. Em 2014, ele se candidatou a deputado federal na Câmara Legislativa e foi o mais bem votado na região. Além disso, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos nos quase dois anos como deputado e autor de uma lei estadual que buscará, se aprovada também no plenário, combater racismo, homofobia e transfobia. Já em janeiro de 2017, quando não ocupava mais o cargo na Câmara, viu ser sancionada a Lei n.º 244, de sua autoria, que direciona 50% das vagas nas universidades estaduais para alunos de escola pública.

“Todo prefeito deveria passar pelo Parlamento estadual ou federal. Você aprende a dialogar com pessoas de pensamentos diferentes. Não é a sua ideia que prevalece, é o diálogo”, ele diz. Em seu período integrando a Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, conseguiu com que o Fundo Estadual de Turismo aplicasse pelo menos 20% de sua verba nas cidades do interior com potencial turístico. Também através de sua articulação foi criada uma emenda que garante 50% dos investimentos do Fundo Estadual de Saneamento Básico, beneficiando, assim, a Região Metropolitana do Cariri.

Nas eleições de 1989, Zé Ailton deu o seu primeiro voto a Leonel Brizola, de quem ele se diz fã até hoje. Por conta da admiração ao político gaúcho, ele se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), mas foi através do Partido Progressista (PP) que entrou na política, em 2008. Começando agora uma fase sensível na sua carreira política, isto é, administrar uma prefeitura à beira da falência e sob o olhar crítico de toda a população, ele diz que está pronto para “trabalhar incansavelmente”. “Eu não quero apenas administrar o Crato, eu quero cuidar do Crato.”

 

BARBALHA

Argemiro Sampaio Neto fala sem desviar, por um instante que seja, os olhos de seu interlocutor. Na tarde em que conversou com a CARIRI, seu gabinete se encontrava tumultuado, e muitas pessoas transitavam pelo novo Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de Barbalha, inaugurado há três anos em uma área distante – meia hora a pé do centro da cidade. Mesmo com o barulho de pessoas na sala, ele não desviava a atenção da conversa, explicando os desafios que encontrou tão logo assumiu o cargo. Argemiro recebeu de herança do seu antecessor uma greve que durou um ano e nove meses, período em que servidores da saúde (enfermeiros, técnicos, médicos, dentistas e fisioterapeutas) reivindicavam melhores condições de trabalho, aumento salarial, entre outras exigências.

O novo prefeito sentou-se com os grevistas no dia 11 de janeiro e chegou a um acordo, aceitando quase todas as demandas. “Eu peguei uma prefeitura, no popular, quebrada”, ele assume. “Agora eu tenho que fazer com que a cidade, com austeridade e aumento da arrecadação, volte a funcionar.”

Em uma breve pesquisa pelo Portal da Transparência, observando a receita do município de Barbalha, pode-se imaginar que a cidade tem uma gorda arrecadação, e que esta deve ser investida em educação, turismo e infraestrutura. Em 2016, mais de 150 milhões de reais entraram nos cofres da cidade, vindos do Governo Federal. Entretanto, quase toda a verba mensal é repassada para os hospitais da cidade. Como a conta municipal engorda a cada mês com o dinheiro que na realidade não é da prefeitura, o montante permite que o limite de despesas com folha de pagamentos aumente exponencialmente: 65% do que fica é gasto com pessoal. Para equilibrar as contas, o novo prefeito tem recorrido ao corte de contratos desnecessários e caros demais.

Argemiro não gosta de desagradar. Ao contrário, o prefeito de 36 anos diz ter conseguido emprego para mais de 600 pessoas no período em que comandou o programa de rádio Linha com o Povo. A cada aniversário seu, um palco é montado no Marco Zero de Barbalha, onde acontece uma festa com participação de bandas de forró aberta para centenas de pessoas. Batizado com o nome do bisavô — o primeiro prefeito eleito em Barbalha, em 1947 —, ele tentou marcar mais uma vez o nome Argemiro Sampaio na campanha de 2012 contra o então prefeito, José Leite, que acabou se reelegendo. Naquela ocasião, ele recebeu mais de 14 mil votos, o que representou 45% do total. Argemiro e Demóstenes Silva, seu candidato a vice, eram chamados de “Os Meninos da Barbalha”, título que atraía a juventude local e a simpatia dos eleitores.

Como mencionado, Argemiro esteve à frente do programa de rádio Linha com o Povo. Era um programa do tipo “linha aberta”, e o ouvinte ligava para reclamar de problemas da cidade ou pedir ajuda. Argemiro, então, cobrava mudanças ou buscava ajudar. Depois de passar pela Barbalha FM e pela Cetama, tendo grande audiência nas duas casas, o programa acabou quando ele tentou mais uma vez se eleger, em 2016. A coligação “Muda Barbalha” teve Rommel Feijó de Sá como candidato inicial a prefeito e Argemiro como vice. Rommel é um cacique da política local, tendo sido deputado federal por três mandatos e prefeito por dois. Em 2014, foi condenado a mais de sete anos de prisão e suspensão de direitos políticos por cinco anos, o que incapacitaria a continuação de sua candidatura nas últimas eleições municipais. Ele, portanto, renunciou. O nome de Rommel deu impulso à campanha que Argemiro deu continuidade.

Agora eleito, Argemiro Sampaio diz ter relações capazes de beneficiar o município nesse período de crise financeira nacional. Entre as conexões estão os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB), além do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB). O prefeito diz já ter conseguido R$ 5 milhões para realizar obras na cidade, criar projetos de esportes e levar água para aos distritos na serra de Barbalha. Seu projeto mais audacioso é a Orla do Cariri, um parque gastronômico em volta de um lago com direito a píer e pedalinhos — orçado em 10 milhões de reais. A Festa de Santo Antônio de 2017, Argemiro avisa, vai ter uma grande mudança: “Vai ser meio que privatizada, sabe? O ingresso vai ser pago, mas vai ter qualidade. A Expocrato que se cuide”. Os barbalhenses, através do “ingresso social”, ficam isentos de pagar pela festa. Ele diz já ter conseguido uma emenda parlamentar de 500 mil reais para o domingo do Pau da Bandeira, que será “ (…) uma festa de rua, tradicional, com artistas da terra”.

Formado em Engenharia de Produção pela Universidade Regional do Cariri (Urca), ele foi professor de informática e nos últimos quatro anos trabalhou prestando consultoria. Além da popularidade através do rádio, Argemiro virou celebridade on-line. “Minha carreira política começou na internet”, ele conta. “Eu era uma das pessoas que mais tinha curtidas, tinha muitos amigos.” Sua capacidade de se comunicar será um atributo que faltou àquele gabinete nos últimos oito anos. “Faltava diálogo ao antigo prefeito, e foi isso que fez com que ele perdesse muito. Eu sou muito aberto à conversa, aberto à população. Eu não vejo a hora de montar essa administração e que ela ande com as próprias pernas, pra eu cair na rua, ir junto ao povo e ver de perto o que eles estão passando.”

 

JUAZEIRO DO NORTE

Arnon Bezerra tornou-se candidato à Prefeitura de Juazeiro do Norte em 4 de agosto, um dia antes do limite para os partidos e coligações apresentarem seus nomes. A convenção foi organizada às pressas e, no dia 5, ele apresentou sua candidatura ao lado de Giovani Sampaio. Em uma corrida polarizada, oito candidatos — de maior e menor relevância — puxaram votos, deixando o resultado cada mais imprevisível. Com o apoio silencioso de Cid Gomes, Ciro Gomes, Camilo Santana e Lula, ele não vinculou a imagem de nenhum deles à sua campanha e, portanto, subiu no palanque somente ao lado de seu vice e de poucos vereadores (em boa parte de seu material midiático, os rostos ao lado do seu eram de juazeirenses anônimos). Esse é um resumo dos quase dois meses de campanha que o levaram a se tornar prefeito da cidade. Mas o caminho para chegar até aqui foi mais longo.

Essa foi a terceira tentativa de Arnon Bezerra de assumir o cargo executivo. Ele também disputou as eleições municipais em 1988 e em 1996, quando já era deputado federal. Depois de ter passado pela Câmara Legislativa, de 1990 a 1994, ele foi eleito seis vezes na câmara baixa do Congresso Nacional, em Brasília, onde trabalhou de 1995 a 2016, e ganhou admiradores e amigos. Em 22 anos de Câmara estadual e federal, Arnon tornou-se querido por todos, de ministros a colegas parlamentares. A sinceridade é um dos seus atributos mais reconhecidos: dizem que quando Arnon Bezerra aperta sua mão, é porque ele gosta de você, ou, no mínimo, não tem nada contra. “Ajudei a todos os prefeitos”, ele afirma, lembrando dos projetos e verbas que conseguiu para a cidade. “Tenho a honra de dizer que nenhum prefeito hoje pode me acusar de não ter dado a atenção necessária.”

Empenhado em firmar parcerias, principalmente com prefeitos de sua cidade natal, até o dia 4 de agosto de 2016 ele diz ter estado preocupado: “Vi que, na minha coligação, nenhuma composição iria vingar. E percebi outras candidaturas sendo formadas, que não iam atender às necessidades da cidade. Eu via que Juazeiro precisava de muito mais”. Foi aí que deu um passo à frente, colocando-se à disposição da coligação do seu partido, o PTB. A ideia já havia sido dada anos atrás pelos irmãos Cid e Ciro Gomes. “Por muito tempo pensei: ‘Puxa, será que isso seria bom? Será que o povo vai entender?’. Mas eu não entrei na política pela vaidade, pelo poder, para ter”, ele diz.

Quando pedimos para que Arnon resumisse o que passou pela sua cabeça nos dias que antecederam à decisão final, ele destrincha uma série de argumentos de uma só vez: “Nós somos um município que tem riquezas; temos equipamentos que a sociedade precisa, mas nenhum sendo utilizado; temos uma cultura extraordinária, artistas impressionantes; o Parque das Timbaúbas em completo estado de abandono; o Centro de Apoio ao Romeiro, uma estrutura que poucas cidades do país têm, para acolher atividades culturais e gastronômicas; O Parque de Vaquejada; temos um mão de obra espetacular que precisa ser estimulada, que é o nosso artesão; o comércio fortalecido e que precisa atenção, como nos nossos mercados; temos praças e logradouros lindíssimos que estão sendo maltratados. Todos cobram que Juazeiro não tem uma área de lazer. Precisamos de uma educação que acompanhe as grandes referências da educação no estado, enquanto Juazeiro é penúltima cidade no ranking da educação. O Hospital Regional do Cariri está superlotado. É preciso fortalecer o turismo religioso, incentivar o turismo cultural e as cidades mais distantes da região”.

Essas questões convenceram a população, e Arnon foi eleito com 42% dos votos, com uma maioria de quase 12 mil em relação ao segundo colocado. Sobre abrir mão da carreira em Brasília para arriscar o encerramento de sua vida política em uma prefeitura quebrada, ele reflete um pouco e assume: “Olhe, não posso negar que é difícil de explicar. Porque eu estava consolidado, mas sentia a necessidade de ter um parceiro na administração de Juazeiro, que efetivamente sentisse a importância da parceria. Porém não encontrei”. Quando assumiu o cargo, diz ter começado o primeiro dia como prefeito já “buscando o fio da meada”. A situação, de fato, é complicada. Antes de encerrar os cálculos, já se estima uma dívida de R$ 62 milhões. “Vamos precisar realizar cortes, mas de coisas que saíam pelo ralo, como funcionários desocupados e obras sem qualidade e que saem mais caras. Vamos transformar gastos em investimentos, aí o lucro chega”, ele explica.

Arnon não se elegeu prometendo grandes obras. Em vez disso, ele irá buscar revitalizar o que já existe e fazer o barco andar. Em fevereiro, a prefeitura dá início à reestruturação do Hospital São Lucas; em seguida, reforma o Hospital Infantil Maria Amélia, que terá aumento de 150% dos leitos e criação de um centro cirúrgico. Em março, após a romaria de Nossa Senhora das Candeias, a praça Padre Cícero será interditada para as obras que irão reformá-la. A promessa de campanha foi reformar a praça; depois que se elegeu, Arnon apresentou um projeto grandioso. A ideia é fazer a Padre Cícero virar um espaço de convivência, com bares e restaurantes ao seu redor. “Vai ser nosso Juazeiro antigo”, ele diz orgulhoso, e afirma: “Não posso negar, eu vivo, certamente, o momento mais feliz da minha vida”.

 

Zé Ailton

“Vejo que vivemos um momento em que é preciso unir nossas forças políticas para pensar em um Cariri que tenha crescimento e desenvolvimento econômico. Isso só vai acontecer se nós, prefeitos, buscarmos um projeto para a região. Precisamos criar um bloco unido e forte. Eu vou lutar para que isso aconteça, para que a gente sempre se reúna com os prefeitos da região para lutar por grandes projetos para o Cariri.”

 

Arnon Bezerra

“Não pode se pensar em uma cidade só. Uma é necessária para a outra para fortalecer, sobretudo o comércio, que é ligado entre todas. Argemiro Sampaio é um jovem experiente e Zé Ailton é um homem com vivência política. Acho que nós todos estamos contagiados por esse espírito, esse sentimento de unidade do Cariri.”

Argemiro Sampaio

“A gente precisa de uma parceria na Região Metropolitana do Cariri na área do turismo. Para mostrar o Cariri ao Brasil e ao mundo, a gente precisa das belezas naturais de Barbalha, da cultura do Crato, da religiosidade do Juazeiro. Unindo essas três forças, tendo a parceria dos três prefeitos, a gente vai conseguir alavancar o turismo local. Por exemplo, de junho a julho, as três cidades estão unidas pelo calendário. A época abre com o Pau da Bandeira em Barbalha, o Juá Forró em Juazeiro e a Exposição no Crato.”

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