Políticas Públicas, Reportagens 0

Nova espécie de caranguejo é descoberta na Arajara

Logo na sua descoberta, o Kingleya attenboroughi é considerado um animal em extinção

Na tarde da quarta-feira (05), a Universidade Regional do Cariri e o Geopark Araripe apresentaram a mais recente descoberta de seus pesquisadores: a espécie de caranguejo kingleya attenboroughi, encontrada em um córrego da Arajara, em Barbalha, em abril deste ano. “A gente está aqui em um momento feliz, porque é uma comemoração científica, mas também um pouco triste, porque está é uma espécie que já nasce ameaçada de extinção”, disse Alysson Pinheiro, professor da Urca, e um dos responsáveis pelo estudo facilitado pelo Geopark Araripe, a Urca, o Laboratório de Crustáceos do Semiárido e o Governo do Estado.

O caranguejo tipicamente amazônico chegou ao Cariri durante as modificações climáticas das glaciações, que fizeram com que ecossistemas se expandissem e se retraíssem ao longo dos séculos. Em meio a esta troca, espécies amazônicas vieram parar no semiárido nordestino. Alysson explica que o kingleya attenboroughi “é uma peça desse quebra-cabeça, pra a gente entender a evolução do clima na América do Sul”. O crustáceo, que precisa da água para sobreviver, tem sofrido com a expansão imobiliária, o uso inadequado das fontes, a poluição e o crescimento desordenado na região. “Isso tudo é uma ameaça à permanência da espécie no habitat”, explica o professor.

O desafio dos pesquisadores agora é desenvolver estratégias de preservação do caranguejo e compreender o desenvolvimento da espécie e do seu ambiente. “Precisamos pensar em como a gente pode contribuir para a permanência dele no meio ambiente, entender quantos são e como se reproduzem”, Alysson conta.

img_9305

Sugestões de Leitura