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Cidades, Colunas, Políticas Públicas 62

Não sou nem obrigada!

A militarização da educação pública

Esta semana começou a funcionar o primeiro Colégio Militar do Cariri. O antigo Centro Educacional de Referência Almirante Ernane Vitorino Aboim (Cere) transformou-se no Colégio da Polícia Militar do Ceará – sede Juazeiro do Norte. O projeto tinha sido anunciado no ano passado e a decisão pela sua realização foi tomada pelo governador do estado, Camilo Santana, junto às secretarias de educação e segurança e à polícia militar.

O que significa transformar uma escola pública em um colégio militar? Em primeiro lugar, a pasta responsável pela unidade escolar deixa de ser a Secretaria de Educação e passa a ser a Secretaria de Segurança (a educação passa a ser, literalmente, caso de polícia). Em segundo lugar, o ensino deixa de ser inteiramente gratuito, sendo cobradas taxas dos estudantes. Em terceiro lugar, a admissão dos estudantes deixa de ser livre, criando-se exames de seleção para a entrada na escola. Em quarto lugar, dependentes legais de policiais militares, bombeiros militares, policiais civis de carreira e peritos forenses do Estado do Ceará têm prioridade na inscrição para a seleção, deixando apenas as vagas remanescentes para os dependentes de civis. Em quinto lugar, a gestão escolar deixa de ser democrática, como exige a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e passa a ser indicada pela Polícia Militar. Em sexto lugar, o projeto político pedagógico da escola, que inclui a determinação dos princípios norteadores da prática escolar e das regras de conduta na instituição deixa de ser democraticamente construído, como requer ainda a LDB, e passa a ser uma extensão das regras militares. Além disso, estudantes, professores e demais funcionários que não concordam ou que não se adaptam às novas regras da escola são transferidos para outras unidades escolares (quando há vagas disponíveis), ocasionando que alunos muitas vezes passem a estudar longe de suas casas e de suas comunidades.

Como julgar estas transformações? O que as justificaria? O que elas denunciam? Em que contexto histórico-político elas estão sendo implementadas?

Há duas justificativas coligadas que costumam ser apresentadas por todos aqueles que defendem o ensino militar: 1. a valorização da disciplina e da obediência à ordem e aos valores “tradicionais” ocasionariam 2. um maior rendimento escolar, medido por bons resultados em exames nacionais e internacionais, em olimpíadas e afins. O que se pode argumentar contra isto?

Um primeiro argumento (bastante óbvio, é claro) é que quando se selecionam ingressantes (por provas, por taxas e também por “hábitos sociais” – como, por exemplo, maior capacidade de tolerância a regras disciplinares rigorosas), quaisquer resultados de egressos não são medidas suficientes sobre o processo. Os cursinhos pré-vestibulares (pré-universitários, agora) estão cansados de utilizar esta mesma estratégia de falseamento de resultados. Pegam os “melhores” alunos das escolas regulares e dão bolsas para que sua futura aprovação conte como publicidade para o cursinho.

Alamar Ensino Fundamental I: um Colégio da Polícia Militar do Estado do Ceará (Foto: cpmgef)

Alamar Ensino Fundamental I: um Colégio da Polícia Militar do Estado do Ceará (Foto: cpmgef)

Isto, no entanto, não toca o cerne da questão: por que os resultados em exames deveriam ser o critério final para determinar o tipo de educação que queremos? Não deveria ser justamente o contrário? Avaliações deveriam servir ao projeto educacional que construíssemos. O que consideramos que é uma boa educação? Esta discussão tem sido travada no Brasil há algumas décadas, desde a reabertura do Regime Militar e a LDB de 1996 é um registro de algumas das conclusões a que se chegou. Mas quem de nós conhece a LDB? Quais escolas e instituições de ensino já conseguiram implementar os princípios da LDB? O governador do Estado do Ceará, do PT, decidiu por um projeto escolar de educação pública ao criar o Colégio da Polícia Militar de Juazeiro do Norte, que fere em diversos aspectos, alguns dos quais já apontados aqui, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Como entender isto? Estará a LDB em risco? Estará o projeto de educação pública, gratuita, democrática, plural, ativa, crítica em risco?

Sim! Um Colégio Militar segue uma estrutura hierárquica não democrática, que visa promover a obediência e não a crítica, que uniformiza corpos, vestimentas, adereços, comportamentos, e não forma para a pluralidade e diversidade. A formação para hastear a bandeira e cantar o hino, as proibições de cortes de cabelo, tinturas, brincos e piercings, gestos e posturas são dispositivos de discriminação, homogeneização e reprodução de valores.

O que estes dispositivos formam? Disciplina, dizem os defensores de tal regime. Mas o que é a disciplina militar se não um mecanismo de controle? É preciso disciplina e controle para aprender, criar, construir algo – dirá nosso interlocutor. Não um controle exterior – respondemos – é preciso autodomínio, desenvolvimento de uma ordem interior que nos permita parar, ouvir, aprender, nos exercitar, persistir diante das dificuldades, respeitar os outros, construir conjuntamente. Esta tarefa precisa ser encarada sem que abramos mão do respeito à liberdade e à dignidade humanas.

Imagem produzida e reproduzida pela Polícia Militar de São Paulo para redes sociais (Foto: pm-sp)

Imagem produzida e reproduzida pela Polícia Militar de São Paulo para redes sociais (Foto: pm-sp)

O militarismo não constrói isto, ele forja uma ordem falsa, é um caminho que já conhecemos e que já se mostrou inapropriado. Quem tem alguma dúvida sobre isto precisa estudar um pouco sobre os movimentos totalitários do século XX, por exemplo, de direita ou de esquerda. A filósofa Hannah Arendt, entre outros, mostra, em seus trabalhos, como o sistema militarizado e maquinal promoveu o terror do nazismo, por tirar do homem a capacidade de pensamento e de responsabilidade pela sua própria ação. Quem só aprende a obedecer, vai poder no máximo mandar nos outros, mas não desenvolverá a capacidade de pensar por si mesmo e junto aos outros. Isto gera um colapso nas relações sociais, desde as afetivas e familiares, até as de trabalho e comunitárias.

O número crescente de escolas públicas que estão sendo transformadas em colégios militares no Brasil é alarmante. Não se trata simplesmente de mais um modelo escolar com seus valores próprios que deveria, em um sistema democrático, poder coexistir com outros modelos. Trata-se do uso dos recursos públicos (prédios e equipamentos, professores e funcionários) para um modelo educacional antidemocrático que se apresenta como solução aos inúmeros problemas que a educação de nosso tempo nos coloca, mas que, em realidade, apenas os mascara, tamponando as tensões inerentes a uma vida comunitária plural, o que tende a gerar explosões. “Paz sem voz não é paz, é medo”.

Em um momento em que a militarização da polícia está sendo colocada em questão inclusive por muitos policiais, tomara que a comunidade caririense diga em alto e bom som, assumindo a liberdade que lhe é tão própria: “Não sou nem obrigada”!

Imagem de destaque: Reprodução/facebook
Esta é uma coluna de opinião. As informações e ideias expressas neste espaço são de responsabilidade única do autor.

Sugestões de Leitura

  • Glauco Ribeiro Brito

    1-Em primeiro lugar, a pasta responsável pela unidade escolar deixa de ser a Secretaria de Educação e passa a ser a Secretaria de Segurança (a educação passa a ser, literalmente, caso de polícia)

    R- não é o ideal mas melhor do que ficar na mão de pedagogos que só querem pregar ideologia de gênero e formar militantes juvenis.

    2-Em terceiro lugar, a admissão dos estudantes deixa de ser livre, criando-se exames de seleção para a entrada na escola

    R-Correto isso dispersa os mais desinteressados melhorando a aprendizagem.

    3-Em quinto lugar, a gestão escolar deixa de ser democrática, como exige a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e passa a ser indicada pela Polícia Militar.

    R-Essa democracia que você fala vale até aparecer algum professor que esteja fora do espectro da esquerda, se não for de esquerda e fã de Paulo Freire é jogado de escanteio pelos colegas e diretores.

    4-Em sexto lugar, o projeto político pedagógico da escola, que inclui a determinação dos princípios norteadores da prática escolar e das regras de conduta na instituição deixa de ser democraticamente construído, como requer ainda a LDB, e passa a ser uma extensão das regras militares. R-“democraticamente construído” por pessoas que tem a mesma ideologia e não da espaço para outros de ideologia oposta, muito democrático.

    5-Há duas justificativas coligadas que costumam ser apresentadas por todos aqueles que defendem o ensino militar: 1. a valorização da disciplina e da obediência à ordem e aos valores “tradicionais” ocasionariam 2. um maior rendimento escolar, medido por bons resultados em exames nacionais e internacionais, em olimpíadas e afins.

    R- Bem, disciplina ´necessária em qualquer atividade séria que o ser humano vá fazer, sem ela não se chega a lugar nenhum. O rendimento escolar é o mínimo que se espera em um boa escola.

    6-Um primeiro argumento (bastante óbvio, é claro) é que quando se selecionam ingressantes (por provas, por taxas e também por “hábitos sociais” – como, por exemplo, maior capacidade de tolerância a regras disciplinares rigorosas), quaisquer resultados de egressos não são medidas suficientes sobre o processo.

    R-E quais são essas medidas suficientes?

    7-Sim! Um Colégio Militar segue uma estrutura hierárquica não democrática, que visa promover a obediência e não a crítica, que uniformiza corpos, vestimentas, adereços, comportamentos, e não forma para a pluralidade e diversidade

    R-Como se nas escolas normais e nas universidades permitisse essa “pluralidade e diversidade” quando jovens que não concordam com o professor fazendo propagandas das “maravilhas” do socialismo são perseguidos por esses professores e colegas.

    8-A formação para hastear a bandeira e cantar o hino, as proibições de cortes de cabelo, tinturas, brincos e piercings, gestos e posturas são dispositivos de discriminação, homogeneização e reprodução de valores.

    R – Bom mesmo é as meninas andarem de shortinho apertadinho, dançando funk. Os garotos com boné de aba reta e camisa com desenho da folha da maconha e batendo nos colegas e professores.

    • Glauco Ribeiro Brito

      e quero dizer que não sou amante do militarismo só entre ter uma escola com alunos usando droga dentro de sala, brigando entre si como em ringue de luta livre, batendo em professores, e uma escola que tem alguma diciplina e um bom resultado em exames fico com a segunda sendo ela militar ou civil.

    • Alana Maria Soares

      ESCLARECIMENTO: Esta não é uma matéria jornalística da redação Cariri Revista, mas uma coluna de opinião da autora.

    • O Lorde

      Não tenho como não concordar com tudo o que você elencou aqui. E no final, entre essa casa da mãe joana que está a escola pública hoje e uma escola militar, não há nem muito o que pensar, se você quer dar uma educação de verdade para o seu filho.

  • Giovanna

    Respeita e pesquisa antes de falar!!! Porque você está equivocada e errada.

  • William Sousa Santos

    Maravilhosa matéria!
    Qualquer aluno que venha aqui relatar sobre o quão magnífica é a sua escola militar, não tem e provavelmente não terá… condições de enxergar de forma CRÍTICA a atual conjuntura política do país, para que assim possa entender os riscos que estamos sujeitos com o ascenso do militarismo e do qual esse matéria tão bem nos adverte. A polícia não tá dando conta nem da segurança, quanto mais da educação… Essas escolas sim servirão como reprodução ideológica da mais pura e perigosa doutrição e não do contrário como pensam ingenuamente muitos outros.

    • Glauco Ribeiro Brito

      ” não tem e provavelmente não terá… condições de enxergar de forma CRÍTICA a atual conjuntura política do país”” temos aqui um ser superior melhor do que o resto da humanidade, que tem condições de enxergar de forma “CRITICA atual conjuntura politica”. Se temos riscos com o militarismo, temos risco ainda maior com a doutrinação ideológica que acontece nas salas de aulas de faculdades e colégios, temos RISCO ainda maiores com alunos agredindo professores e colegas dentro de sala de aula mas disso você não fala não ser superior. ” não tem e provavelmente não terá… condições de enxergar de forma CRÍTICA a atual conjuntura política do país”” e você tem?.

      • William Sousa Santos

        Óbvio que sim, tenho! Também não sou superior a ninguém… Só não fico com a calcinha toda molhadinha se vejo um homem de farda portando uma arma.

        Apesar de estar usando do seu mesmo tom de ironia, formulo meus argumentos com maturidade e sem os sentimentalismos e paixões infantis dos jovens alunos ou das viúvas da ditadura que vieram defender aqui o que aflinge(rá) à todos (até mesmo que indiretamente aos lambedores de cuturnos). Um homem portando uma arma nunca estará bem intencionado; vários deles então… MUITO pior! Principalmente se isto acontece quando o país não está sobre nenhuma ameaça externa. Nesse caso a serventia única desse processo é a coerção interna, ou seja, da própria população (como se já não bastassem os “resquícios” ditatoriais dessas condutas até os dias de hoje). A prova é tanta que qualquer um que usando do seu direito de liberdade de expressão e que venha a “ofender” a essa instituição mesmo que verbal, virtual ou outra, poderá ser exposto publicamente cheio de hematomas fazendo-os reverência aos seus símbolos oficiais (para excitação dos psicopatas de plantão). Digo e repito… (1) As escolas militares serão apenas meros aparelhos reprodutores desse que foi só um exemplo dos efeitos dessa que é a mais pura e perigosa doutrinação ideológica. (2) A polícia não tá dando conta nem da segurança, quanto mais da educação.

        Por último, não perderei mais meu tempo contigo, pois se eu quiser ver mais babaquices tipo essas do senso comum, ligaria a TV pra assistir o Rota.

    • O Lorde

      Outro que criou o perfil hoje e só tem esse comentário aqui. Que coisa feia. Você e o Vitor Abreu são a mesma pessoa não é?!

    • O Lorde

      Bla bla bla “atual conjuntura política” bla bla bla.

      • William Sousa Santos

        O lorde? Em que século você está? Dãããããããn…

    • André Ramos

      Não subestime os jovens, meu caro.

      • William Sousa Santos

        Não estou subestimando, apenas constatando professor. Você é conhecedor do poder ideológico daqueles que possuem também o poder da coerção (que são também em si um o outro).

    • Luiz Henrique Marques

      Achei curioso como TODAS as pessoas que vieram aqui defender as escolas militares estudaram durante exatamente 10 anos nelas. Muito curioso…

  • Leia Fernandes

    Lamentável essas críticas direcionada a essa maravilhosa instituição de ensino

  • Vitor Abreu

    Parabéns! Não somos OBRIGADOS a conviver com esse militarismo ridículo que só atrasa nossa sociedade. Ser educados pelos criminosos fantasiados de heróis da nossa sociedade é a pior coisa que poderia existir. A ditadura no Brasil foi o suficiente para mostrar a que ponto o militarismo pode chegar. Nossa educação atual deve melhorar muito, mas eu digo para os militares: “Não, muito obrigado, vocês não são a solução!”

    • Glauco Ribeiro Brito

      comentário preconceituoso e geralista em rapaz! e qual é a solução pra você? diga la aponte uma solução pra melhorarmso a educação.

    • O Lorde

      Parece-me que você criou essa conta hoje e somente pra fazer esse comentário cego de apoio. Bem suspeito.

  • Camila

    Que matéria infeliz!
    Nada melhor que refutar opinião de gente que não sabe o que fala e que não vive a realidade de uma escola desse tipo, nada melhor que ter estudado 10 anos em uma escola Militar e hoje ser TOTALMENTE grata a isso. Nós não saímos de lá “robôs” e para a sua infelicidade eles ensinam sim nós a sermos críticos, então só para querida e reveja suas opiniões baseadas no seu achismo.

    • Giovanna

      Eu concordo com você! Esses 10 anos foram os melhores eu aprendi tanta coisa!! Ela não pesquisou para fazer essa matéria!

    • Alana Maria Soares

      Camila.
      ESCLARECIMENTO: Esta não é uma matéria jornalística da redação Cariri Revista, mas uma coluna de opinião da autora.

      • Ulisses Albuquerque

        Por que a revista não oferece um espaço na próxima edição para um egresso de escola militar escrever um artigo mostrando o outro lado da moeda? O lado de quem tem a melhor forma de conhecimento do assunto: vivência própria!

    • Lucas Mendes

      Concordo com você, a responsável pela matéria parece estar flutuando em um plano completamente diferente da realidade.

  • Leia Fernandes

    Meus filhos são estudantes das melhores escolas do estado do Ceará CPMGEF e CMCB ambos amam suas escolas. Sou muito grata por terem contribuição na formação e cidadania deles. Essa máteria é infeliz

  • André Ramos

    Camila Prado. Sou historiador formado pela UFC e entendo seu posicionamento enquanto filósofa sobre as implicações teórico-metodologicas do modus operandi da escola da polícia. Talvez concordasse 100%/com você se ainda fosse mais ligado a academia somente (instituição que na minha opinião tem medo de pisar de fato no chão de uma escola). Quando comecei a trabalhar no cpmgef (fortaleza) não sabia o que iria encontrar. Encontrei algumas poucas coisas que você coloca em seu texto, reflexões devem sempre ser colocadas para que o trabalho melhore em qualquer lugar. No entanto sugiro que você conheça a escola de perto. Leve um projeto pra trabalhar com alunos, converse com a gestão, conheça a escola de fato e não só nos papéis da LDB e das decisões políticas que a criaram. Fazendo isso você verá o motivo de serem os alunos do cpm os primeiros a comentarem seu texto e compartilharem no facebook inconformados com tal visão taxativa, defendendo livremente a escola militar na qual estudam e a qual consideram uma segunda família.

  • Junio Brasil

    A matéria parece ter medo das escolas militares e falta de conhecimento das escolas militares brasileiras.

    Bom, eu servi em um quartel e devo muito ao sargento Dedé de Oliveira por ter me ajudado a formar o que sou hoje, lá eu não virei um robô, e o respeito que aprendi lá não chega nem aos pés do que aprendi nas escolas publicas.

    Eu não posso concordar com você, mas eu conheço pessoas que pensam igual, então tenho uma ideia do porque você pensa dessa forma, não considero a opinião correta, considero que você deve analisar melhor o ensino militar brasileiro e entrevistar alunos que estudam nessas escolas, claro que para entrevistar alunos dessa escola ai tem que esperar um pouco, para que eles tenham uma opinião formada sobre como é a escola.

  • Valber Santana Alves

    Nunca estudei em uma escola militar, nunca quis e nem iria querer se eu pudesse ainda, mas posso dizer com toda certeza, que matéria bosta essa heim? Estudei praticamente a vida toda em escolas públicas, todas eram uma merda! Vcs defendem a “diversidade” e ao mesmo tempo não querem que exista, querem que todos pensem o mesma coisa que vcs! Que venham mais escolas militares, se não gostam do tipo de ensino e acham que eles não ensinam a ter visão crítica é só não estudarem ou matricularem seus filhos ou qualquer cosia em uma escola militar. O problema da pessoa que fez essa matéria e dos que concordam com ela, acham que podem criticar qualquer coisa, e se acham “Os pensadores”. Vou informar uma coisa importante à vcs… A diversidade é mais que isso que vcs pensam que é, se não gostam, não preguem falsa diversidade, são vcs que não tem pensamento crítico.

    • Alana Maria Soares

      Valber.
      ESCLARECIMENTO: Esta não é uma matéria jornalística da redação Cariri Revista, mas uma coluna de opinião da autora.

      • Camila

        Nem por isso ela deixa de ser RIDÍCULA

      • Whaita Yasmim

        Mas uma opinião sem conhecimento sobre o assunto.

  • Samila Ferreira

    Camila, é preciso conhecer a escola para publicar algo. Estudei 10 anos no Colégio da PM do Ceará, e foram os melhores anos da minha vida. Se precisasse, estudaria de novo. Conheço dezenas (ou mais) de alunos e ex-alunos que pensam o mesmo que eu.
    É preciso conhecer, Camila!
    Um abraço.

  • Lucas Soares

    Nossa, estou abismado!! “Alarmante” foi uma palavra pesada, pois só temos 4 escolas militares no estado contra uma imensidão de escolas de ensino tradicional. Mas bem que os resultados são favoráveis para as escolas militares. a minha indignação pode ser por conta de seus fatos serem totalmente contra esse sistema de ensino, porém vou trocar minhas palavras e dizer que terei respeito pelos seus argumentos, pois foi uma dadiva que aprendi no COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ. Poderia postar um enorme texto em meu facebook falando coisas horrorosas sobre seu texto, pois vivi de perto durante 12 anos e vi praticamente nada do que se fala, entretanto aprendi no COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR a fugir de polêmicas. Entendo total afronta contra o sistema, pois só estão querendo estruturar os valores um dia perdido pela sociedade, pois lhe digo mais que o CPM ele busca calcificar esses valores importantes em nossa sociedade. Bem, sem mais delongas queria dizer que seu texto é bastante reflexivo, talvez possa imaginar que não iria haver nenhum manifestação se quer, pois você acreditar que os integrantes do CPM não tem o senso crítico por conta de estarem sujeitos a uma hierarquia, sinto muito lhe dizer que todos temos opiniões e aprendemos a respeitar as demais. Parabéns pelo texto, porém eu como novato no mundo acadêmico sei que deve haver um embasamento para se falar qualquer coisa, então lhe pergunto (mesmo sabendo que não serei respondido…que coisa não?! hehehe) onde está seu embasamento para falar isso? FEz uma pesquisa? Transversal ou logintundinal? Quantitativa ou qualitativa? Mas parabéns pelo senso crítico.
    Ps: 60% do que sou hoje devo ao ensino militar e meus filhos estudarão lá!!

    • Alana Maria Soares

      Lucas
      ESCLARECIMENTO: Esta não é uma matéria jornalística da redação Cariri Revista, mas uma coluna de opinião da autora.

      • Ulisses Albuquerque

        Mais uma vez, sugiro um espaço igual ao deste, talvez na próxima edição, para que um ex aluno mostrasse o outro lado deste mesmo assunto. O lado de quem realmente conhece do assunto por experiência própria e vivência!

  • Alana Maria Soares

    Giovanna.
    ESCLARECIMENTO: Esta não é uma matéria jornalística da redação Cariri Revista, mas uma coluna de opinião da autora.

  • Savio Queiroz Costa

    Blá, blá, blá… Falou quem desconhece o assunto ou está na busca pelos seus 15 minutos de fama. ..

  • O Lorde

    Matéria lamentável, deveria pelo menos fazer uma pesquisa antes publicar um texto desses. A tendência ficou bem evidente.
    O que seria diversidade e pluralismo para a autora? Há aqui duas coisas bem diversas aqui; escolas públicas que são a casa da mãe joana (com raras exceções) e escola militar, onde o ensino funciona e não é um celeiro de criminalidade e promiscuidade. Pronto, temos diversidade. Estudei em escola pública.

  • Geovani Tavares

    Concordo plenamente com o artigo da Professora Camila.
    Ressalto ainda que casos específicos devem ser avaliados nas suas especificidades.
    Conheço a triste realidade da educação pública no nosso país e as
    escolas tem sido o reflexo da violência nas ruas. Entendo que um modelo
    militarizado de educação não resolve o problema e cria mais
    distanciamento. Inclusive, o que causou esse desequilíbrio e falta de
    reconhecimento e respeito com os professores foi o atual modelo
    educacional que priva a liberdade e a criatividade dos estudantes que não é uma

    coisa que só exista em colégios militares. Em geral nós não fomos educados para a

    Democracia. Admiro e respeito bons profissionais e os que conheço na Polícia Militar e que

    estudaram em colégios militares tem a capacidade de autocrítica e conseguem ver os
    problemas graves que o militarismo provoca. Obrigado Camila por provocar essas reflexões
    espero que os comentários continuem e sejam feitos sem preconceito, respeitando os princípios

    básicos da democracia.

    • O Lorde

      Você realmente conhece a fundo a educação nas escolas militares? Parece não conhecer.

    • Whaita Yasmim

      Não admiro um comentário desse e muito menos concordo. O modelo de ensino “militarizado de educação ”como cita, não esta causando desequilíbrio e muito menos priva liberdade.

  • Ruann

    Fui aluno de Colégio Militar boa parte da minha vida de ensino fundamental e médio. Sempre fui pobre e sempre estudei bastante para conseguir o que queria. Nunca fiz cursinho para entrar no Colégio Militar, e nunca fui dependente de militar para ingressar no mesmo. Hoje estou no ultimo ano da minha faculdade como bolsista, tenho um bom emprego, e graças a Deus, sou uma pessoa muito respeitada no meu meio profissional. Se hoje eu sou o que sou, devo único e exclusivamente ao meu glorioso colégio militar, pois ao contrário do que muitos pensam, lá, me ensinaram a pensam, a ter senso crítico, a ter opiniões formadas. Em toda a minha história de Colégio Militar, nunca me lembro de ter tido alguma aula que “puxasse o saco” para o militarismo, como por exemplo, assuntos polêmicos da ditadura militar. Lá sim, me foi ensinado a ouvir o próximo, e PRINCIPALMENTE respeitá-lo. E esse Principalmente tem que ser escrito em letras maiúsculas mesmo. Tive professores de altíssimo nível, que se misturavam entre militares e civis. Há uma comunicação até hoje com minha turma, e também com minha escola. E nem eu, nem meus colegas de turma, nem meus familiares nem o familiares deles, tem absolutamente nada o que reclamar a nossa gloriosa instituição. E se for preciso que voltemos lá para ajudar a escola, voltamos sim, e com o maior prazer e orgulho. Acredito que a referida colunista deveria realizar uma matéria sobre as matanças e os desrespeitos entre alunos e professores nas escolas públicas brasileira, e como o regime arcaico de ensino afeta diretamente no desempenho da nossa educação. Aluno do Colégio Militar sim, e com muito orgulho. E tenho certeza que esses jovens que aparecem nas fotos dirão a mesma coisa daqui a talvez 10 anos ou até mesmo mês que vem. Talvez você se pergunte que eu seja uma exceção no meio de muitos, o que eu discordo, pois levando em consideração o elevado nível de desempenho dos alunos das escolas militares, teríamos assim muitas exceções, não acha?

  • Leia Fernandes

    Lamentável ler tão duras críticas à essa instituição de ensino.
    Quem assim a retrata não sabe nada o que ser aluno de uma escola militar. Conheço vários alunos nas escolas militares de Fortaleza e é notório suas felicidades em fazer parte de tão plausível corpo de alunos. Tenho filhos nas duas melhores escolas do Ceará CPMGEF e CMCB e ambos amam suas escolas.
    Pra mim como MÃE é uma alegria e um orgulho ver meus filhos vestirem suas fardas e sentirem-se felizes por pertencer a tão maravilhosas instituições de ensino.

  • KARINA

    kkkkkkkkk sabe nem o que ta falando! Estudei desde a 1° série do fundamental até o 3° ano do ensino médio em uma instituição militar, e não poderia agradecer o suficiente pela oportunidade. Lá realmente somos obrigados! Somos obrigados a respeitar o próximo, somos obrigados a ter educação, somos responsabilizados por nossos atos, como qualquer outro cidadão de bem.
    Meus primos estudaram em escolas publicas, falavam das brigas entre alunos, dos alunos desrespeitando professores, eu ficava totalmente horrorizada, pq nuuuuuunca vi isso onde estudava. Tinha total liberdade pra expressar minha opinião, existem conselhos de classe, tínhamos rádio no colégio gerenciada pelos alunos! em relação às provas de seleção, é só questão de meritocracia, cada um tem o que merece, não adianta oferecer a escassa educação de qualidade pra quem não faz por onde, e sobre o pagamento de taxas, acha que o poder publico disponibiliza verba suficiente pra ser dada uma boa estrutura de ensino pra qualquer cidadão?? Deviam agradecer que a instituição militar disponibiliza alguns membros pra trabalharem por uma educação melhor. Deviam agradecer os militares que aceitam contribuir com a educação, pq se acham que eles são absolvidos das obrigações militares estão enganados, coordenadores dos colégios trabalham no carnaval e feriados prolongados, 1 vez na semana não vão para o colégio e sim para o quartel.

  • Tamires Monte

    Mais que coluna de opinião de merda! a cariri revista vai perder muito “ibope” com uma “jornalista” ignorante (seja lá q for) como esta… Deveriam filtrar e pesquisar só um pouquinho antes de postarem um absurdo desse… fica a dica para o dono da revista!

  • Saraiva Bugs

    Gostei muito do texto! Apesar de que seu argumento tenha sido desenvolvido numa plataforma ideal, tratando-se portanto de um discurso não ancorado em dados factuais localizados, sua matéria é coerente do ponto de vista da homogeneização coletivista a que se propõe tacitamente este tipo de projeto pedagógico.

    “Nós aprendemos a respeitar”, dizem alguns estudantes a respeito da escolar militar. Sim, de fato aprendem, mas aprendem apenas a respeitar seus iguais. Porque todos os brasileiros são iguais, porém alguns são mais iguais que os outros, e a consequência imediata disso é a dificuldade de lidar com as diferenças.

    O que me deixa temeroso a respeito de um projeto deste tipo é especialmente um possível impedimento da construção de uma vivência e de uma consciência multiculturalista com os alunos. Claro que, numa sociedade de trajetória discriminatória como a nossa, o multiculturalismo pode ser visto como balela, como um sonho utópico. De fato, não é inteiramente realizável, mas podemos propor projetos que possam nos aproximar de deais multiculturais. O projeto militar não prevê este aspecto. Talvez ele possa ser bem sucedido em muitos termos (como alguns leitores comentaram aqui), mas não cria compromissos com a diversidade.

  • Eduardo Maizena

    Opinião lixo! Sugiro apagar isso porque tá lamentável viu, cidadã? Apaga, que tá feio.

  • Mikael Carvalho

    Sou Mikael Carvalho, formado em Filosofia e estudante de Direito, ambos pela UFC.

    Infelizmente é desanimador quando, em nome da liberdade e criatividade, nos deparamos com um pensamento equivocado e preconceituoso, sem conhecimento de causa ou fundamentação empírica.

    Ora, tutelar a administração de uma escola a uma corporação secular, séria e com incontestáveis serviços prestados à sociedade não implica na supressão de direitos e castração do processo cognitivo/criativo/crítico de nossas crianças. Da mesma forma, dar noções de civismo e respeito aos símbolos não significa introduzir o sentimento de subordinação ou de sujeição aos desmandos das autoridades constituídas.

    Não, pelo contrário.

    Essas escolas ensinam disciplina, respeito ao próximo (sim, inclusive ao professor), ética, dentre tantos outros valores que parecem faltar atualmente.

    Há, inegavelmente, uma preocupação com o ensino, com a educação, com o futuro dos alunos, com sua preparação para os bancos das universidades, com a construção do conhecimento. Não há um direcionamento do que pensar ou de como pensar.

    Agora, sejamos conscientes e pensemos sobre os modelos de educação das escolas públicas do país. Não é difícil de constatarmos a baixa qualidade do ensino, a deficiência de recursos e materiais, o excessivo índice de evasão dos alunos, atrelados às dificuldades enfrentadas pelos professores, sejam em questão de segurança, capacitação ou remuneração.

    É necessário que reflitamos sobre a falta de alguns valores que nos fazem querer apenas sermos beneficiados pelo Direito sem nos dispor a dar nossa contrapartida. Não nos esqueçamos das nossas responsabilidades frente à liberdade e democracia. Afinal, o direito vem aliado aos deveres.

    Não nos esqueçamos que são as forças de segurança que nos permitem falar e escrever o que pensamos. Nossa liberdade repousa nos ombros desse sistema.

    Há alguns meses li uma matéria sobre uma escola administrada pela PM do Amazonas. Relatava que, anteriormente, havia alto índice de criminalidade intramuros, evasão de alunos e deficit de professores. Após a polícia militar passar a administrar a escola, os índices de aprendizagem e aprovações cresceram vertiginosamente, foi criado o conselho de pais (não lembro o nome) que passou a participar ativamente da administração da escola e a acompanhar o ensino, com o que era arrecadado através da contribuição paga aos alunos (minha irmã e meu cunhado estudaram no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros e a taxa custava R$ 25,00) passaram a pagar gratificações aos professores e custeou reformas estruturais e compra de matérias para a escola. Ou seja, o pequeno investimento retornava aos alunos que tinham garantida uma educação de qualidade. Em pouco tempo a escola passou a ser referência na cidade e a ter fila de espera em busca de vagas.

    Infelizmente, ainda não tenho filhos. Mas não tenho dúvidas sobre onde pretendo que ele estude!

  • Mikael Carvalho

    Sou Mikael Carvalho, formado em Filosofia e estudante de Direito, ambos pela UFC.

    Infelizmente é desanimador quando, em nome da liberdade e criatividade, nos deparamos com um pensamento equivocado e preconceituoso, sem conhecimento de causa ou fundamentação empírica.

    Ora, tutelar a administração de uma escola a uma corporação secular, séria e com incontestáveis serviços prestados à sociedade não implica na supressão de direitos e castração do processo cognitivo/criativo/crítico de nossas crianças. Da mesma forma, dar noções de civismo e respeito aos símbolos não significa introduzir o sentimento de subordinação ou de sujeição aos desmandos das autoridades constituídas.

    Não, pelo contrário.

    Essas escolas ensinam disciplina, respeito ao próximo (sim, inclusive ao professor), ética, dentre tantos outros valores que parecem faltar atualmente.

    Há, inegavelmente, uma preocupação com o ensino, com a educação, com o futuro dos alunos, com sua preparação para os bancos das universidades, com a construção do conhecimento. Não há um direcionamento do que pensar ou de como pensar.

    Agora, sejamos conscientes e pensemos sobre os modelos de educação das escolas públicas do país. Não é difícil de constatarmos a baixa qualidade do ensino, a deficiência de recursos e materiais, o excessivo índice de evasão dos alunos, atrelados às dificuldades enfrentadas pelos professores, sejam em questão de segurança, capacitação ou remuneração.

    É necessário que reflitamos sobre a falta de alguns valores que nos fazem querer apenas sermos beneficiados pelo Direito sem nos dispor a dar nossa contrapartida. Não nos esqueçamos das nossas responsabilidades frente à liberdade e democracia. Afinal, o direito vem aliado aos deveres.

    Não nos esqueçamos que são as forças de segurança que nos permitem falar e escrever o que pensamos. Nossa liberdade repousa nos ombros desse sistema.

    Há alguns meses li uma matéria sobre uma escola administrada pela PM do Amazonas. Relatava que, anteriormente, havia alto índice de criminalidade intramuros, evasão de alunos e deficit de professores. Após a polícia militar passar a administrar a escola, os índices de aprendizagem e aprovações cresceram vertiginosamente; foi criado o conselho de pais (não lembro o nome) que passou a participar ativamente da administração da escola e a acompanhar o ensino; com o que era arrecadado através da contribuição paga aos alunos (minha irmã e meu cunhado estudaram no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros e a taxa custava R$ 25,00) passaram a pagar gratificações aos professores e custear reformas estruturais e compra de materiais para a escola. Ou seja, o pequeno investimento retornava aos alunos que tinham garantida uma educação de qualidade. Em pouco tempo a escola passou a ser referência na cidade e a ter fila de espera em busca de vagas.

    Infelizmente, ainda não tenho filhos. Mas não tenho dúvidas sobre onde pretendo que ele estude!

  • João Romário

    Só tenho uma coisa a dizer: procure enriquecer seu cabedal teórico com o frescor que só a vivência concreta, “in loco”, tem a oferecer ao pesquisador… Caso contrário, ficará imersa no mundo das abstrações e generalizações apenas vagamente aparentadas com a realidade sócio-histórica…

  • Claudiana Pereira

    Fico muito triste com essa colocação da professora, pois se tem uma coisa que me orgulho em minha vida foi ter feito meus estudos de ensino médio em um colégio militar. Lá eu aprendi música, teatro, dança, natação e enfim… aprendi a melhor viver neste mundo (a viver feliz). Pena que terminei meus estudos lá, mas lembro e até choro com saudades daquele tempo. Lá nós não aprendemos apenas a passar no enem e no vestibular (como é a esmagadora maioria dos colégios do Brasil) , a educação não é apenas um meio pra isso, mas aprendemos muito mais que isso, aprendemos a ter consciência de nosso próprio valor na sociedade exercendo nossa cidadania da melhor forma possível, e assim ser exemplo pra outrem. Pelo menos uma coisa boa eu tirei de tudo isso que a professora falou, que eu nunca farei o curso de filosofia da UFCA, pois lá está uma professora com opiniões imediatistas, sem o mínimo de justificação histórica e experiência para falar com rigor do assunto. E eu sempre aprendi que a filosofia trabalhasse com a verdade e não com opinião, pois opinião cada um tem a sua.

  • Felipe

    Creio que toda critica é válida, mas é preciso ter conhecimento maior sobre o que se está criticando, e para isso torna-se necessário avaliar outros aspectos para que a critica seja construtiva, como por exemplo conversar com ex-alunos da instituição para ter a visão do maior interessado, o estudante. Sendo assim vou elencar algumas coisas para se pensar: 1) Foram colocados diversos tópicos que aparentemente são tidos como negativos por alguns, mas os quais podem ser extremamente importante para outros. 2) Quando estudava no Colégio da Polícia Militar, o ensino era totalmente gratuito, não sei se no Ceará é diferente, mas até onde sei a taxa é sim cobrada no Colégio Militar do Exército. 3) Se a procura pela vaga na instituição passa a ser maior do que a capacidade dessa em absorver os estudantes, é necessário definir como o aluno vai adentrar na instituição. Algumas vão optar pelo sorteio das vagas, ,outras por processos seletivos e ainda por vagas destinadas a filhos de componentes da corporação , sendo que cada uma tem seus prós e contra. Das três prefiro um processo seletivo, por favorecer as pessoas que querem entrar na instituição e foram qualificadas para a vaga com base em seu conhecimento, apesar de reconhecer que falha com as pessoas que não tiveram oportunidade de ter acesso a um bom ensino anteriormente. 4) Não sou a favor tb do filho do Policial entrar sem participar do mesmo processo que os demais, mas isso foi uma conquista deles, a qual deve ser respeitada, uma vez que, exercem um papel na sociedade que atrai tanto admiração quanto raiva, e a remuneração não é a ideal, mas isso é generalizado para quase todas as profissões no país. 5) O que é democracia? Cabe uma procura no google para ver a definição, e como se aplica nessa situação. 6) Se a metodologia aplicada não agrada ao aluno, ou ao professor, então realmente não a pq permanecer na instituição, e esse deve encontrar um local no qual se sinta representado, aceito ou o q quer q seja. 7) Caso eu estivesse em uma sociedade ideal, onde todos tivessem oportunidades iguais, seguiria para qualquer colégio. No entanto, considerando que nossa sociedade ainda é bastante desigual, colégios particulares são bastante caros, e o ensino em alguns colégios públicos deixa bastante a desejar, o Colégio Militar, seja da Polícia ou do Exército passa a ser uma grande oportunidade. O Colégio tem hierarquia? Tem. Tem Disciplina? Tem. O aluno tem direito a falar? Todos tem direito a falar, só não podem desrespeitar o próximo, seja esse um colega, o professor ou algum militar. O aluno aprende a respeitar o próximo? Aprende tb, uma vez que a limpeza na sala é feita pelos próprios alunos, o aluno é instruído a respeitar os mais velhos, e principalmente, na sala de aula o aluno deve respeitar o professor. O aluno tem que seguir regras impostas pelo colégio? Tem sim. Tem que cortar o cabelo, andar com a farda limpa, chegar no horário de início da aula entre outras coisas, mas ninguém é obrigado a ficar se não gosta das regras estabelecidas. Para finalizar, creio que além de criticar, é necessário reconhecer que apesar de ter alguns pontos negativos, os pontos positivos se destacam muito mais. Enfim, a palavra convence , mas o exemplo arrasta. Abraço

  • Weber Fernandes

    Típico conhecimento de pote. Não sabe nada, vive presa numa ideologia lixo de criticar sem fundamentação plausível. Quer criticar? Compare as notas e o nível de ensino da maioria das escolas públicas e dos colégios militares, isso sim é crítica! Tire seu cérebro desse pote, pois se continuar lá vai estragar o vidro! Apaga, se retrate e salve-se enquanto é possível.

  • Juan

    Me desculpe mais seus argumentos faltam com a verdade. Estudei por 8 anos no CPMGEF! E sou muito grato por isso,pois lá aprendi a ser um cidadão. E sim, mesmo sendo um colégio militar os alunos tem voz e vez. A grande maioria dos seus argumentos são estereótipos. Sei disso porque escutei tudo isso antes de ser aprovado no colégio e só depois de ter ingressado percebi que era tudo mentira ou exagero típico de quem não sabe oque esta falando. OBS: No SISU 2016.1 fui aprovado em engenharia mecânica na UFC. E sei que só alcancei meu objetivo graças aos meus pais, professores e ao colégio da polícia militar.

  • Whaita Yasmim

    Não devemos escreve o que desconhecemos. Seria mais fácil ir atras da opinião dos ex-alunos que estudaram no Colégio da Polícia Militar em Fortaleza e depois expor sua opinião mais clara sobre o assunto. Estude mais sobre o assunto antes de escreve-lo.

  • Daniel Garcia

    A você, ‪‎Camila Prado‬, só lamento! Estudei 10 anos da minha vida em um Colégio Militar, e muito do que sou hoje agradeço a educação que recebi lá! Lamento também a sua falta de profissionalismo em relatar a sua opinião sem conhecer a realidade! O Ceará teria muita sorte se tivessem mais Colégios Militares, mais educação de qualidade, por um preço simbólico. Estruturas que promovem o aprendizado, regras que você leva para sua vida, que você aprende a lutar e dar valor às oportunidades da vida! Vai fazer uma pesquisa de campo na próxima vez que for dar a sua opinião! ‪

  • Júnior Silva

    Sabe,estudei minha vida escolar inteira nesse modelo de escola que,ao ler essa matéria é mostrada como uma forma errada de educação,mas tenho que discordar,acho que o posicionamento de quem fez a matéria não foi em nenhum momento,imparcial e sim contra. Enfim, o Colégio da Polícia Militar do Ceará, sim me formou não só,nos conhecimentos para que um dia podesse entrar em uma universidade pública e continuar estudando,mas formou como cidadão, que todas as orientações em no momento de transições de fases,fui muito bem instruído a fazer o que é correto. Para fechar,da próxima vez,não coloque o seu posicionamento, converse com quem realmente vivieu a educação militar, que por mais que tivesse que cortar o cabelo todo mês e andar polido,hoje vejo que isso aponta em como irei me apresentar no mercado de trabalho, e que essas ações sempre geram impactos no futuro.

  • Thaina Araujo

    Desculpe a pergunta, mas para fazer essa matéria você utilizou de argumentos dos alunos que passaram por lá? Que absurdo! Estudei no Colégio da Polícia Militar por 10 anos. Sou filha de civil. Se você acha que 25 reais para a melhor educação que eu poderia ter ganhado é muito, então está louca! Usar uniforme é muito? Em qual escola não se usa uniforme? Em qual escola é permitido pular o muro? Em qual é permitido fazer o que quiser, na hora que quiser, sendo que isso prejudicará a si e aos outros? Você nunca viveu em coletivo? Você nunca ouviu um não de sua mãe? Não ouviu “isso não é certo”, “roubar é errado”? Militarismo? O que você acha que eles fazem com os alunos? Disciplina? Educação? Aprender a ler e a escrever, e a passar no ENEM? As outras escolas não fazem isso? O que se passa na cabeça de uma pessoa para escrever tanta bobagem como você fez? Se você é uma em um milhão que não gosta do que eles fazem, guarda para você. Porque ninguém vai deixar de estudar lá. Porque ninguém vai deixar de dizer o quanto é bom estudar lá. Eu os respeito muito pelo grande trabalho que fizeram. Sou bolsista pelo PROUNI, faço enfermagem. Tudo o que conquistei e que vou conquistar, primeiramente agradeço a Deus e a minha mãe por ter me posto tão cedo lá, é graças a esse colégio cheio de regras. E só para constar, a vida é cheia de regras. Acostume-se com elas, ou morra tentando. Também “não sou obrigada”. Abraço.

  • George Araujo Magalhães

    Chora mais! Chorou pouco.
    Texto sofrível, recheado de desinformação, preconceito, fraqueza de argumentos, desconexão da realidade.
    Ex-aluno do Colégio militar de Fortaleza com MUITO ORGULHO!
    VIDA LONGA AOS COLÉGIOS MILITARES!!!!

  • Ulisses Albuquerque

    Que artigo sem pé nem cabeça! Uma mulher dessas falar tanta coisa sem conhecimento é daquelas que reza pro São Lula e usa camisa do Che! Por isso que pra ela quem quer estudar, se dedicar, ralar e ter sucesso é pra ser chamado coxinha e vários outros apelidos. Mal sabe ela que são pessoas como estes egressos de escolas militares que são obrigados a pagar pesados impostos para sustentar os que roubam e não querem trabalhar. Contra ela e todos os pseudo intelectuais da esquerda, só tenho uma coisa a dizer: “Para frente, custe o que custar!”

    PS: Sugeriria ao Cariri Revista um espaço igual no próximo número para ser escrito por algum ex-aluno de escola militar. Acredito que não vai ser muito difícil encontrar milhares de pessoas para contradizer o que ela falou, e com o melhor embasamento possível: vivência própria!

  • Itaniel Ferreira

    que palhaçada de materia, nao tem oq mais critica nao um pais com uma educaçao tao precaria enquando a uma escola desse tipo em vez de agradecer ao estado esta criticando, se todas as escolas fossem militarizadas o brasil seria outro, brasileiro é foda viu, nao se contenta com bosta nenhuma msm.

  • Ricardo Pereira Aragao

    Enquanto educadora, a autora do artigo falou com o mesmo conhecimento de um mecânico que nunca teve um carro. Poderia colocar aqui inúmeras experiências e vivências que colocam no chão qualquer linha acima escrita, mas fiquei feliz ao ler os comentários e ver que muitos colegas já o fizeram de forma mais objetiva do que eu faria. Desafio a autora a sair da bolha acadêmica e cair em campo isenta de todo o preconceito diluído no texto e a conhecer o trabalho dessas instituições, conhecer os estudantes e principalmente os egressos (muito provavelmente você deve ter colegas de profissão e de área egressos do CPMCE)… e desafio também a levar um projeto, um estudo, uma produção sua, para apreciação da área pedagógica da instituição (aviso: eles são muito isentos receptivos nesse aspecto, ao contrário de muita escola estadual que só é receptiva ao que contempla o viés ideológico da gestão, nada isento por sinal). Estudei por 8 anos nessa instituição onde são cultivados valores como: Respeitar às pessoas e ao patrimônio, seja ele públicas ou privadas, respeito pelo professor, pelo conteúdo, pelo colega, pelo gestor… com também a noção de disciplina, seja ela coletiva ou autodisciplina, foco em objetivos pessoais e coletivos, dentre outros valores que nos tornaram adultos melhores e realmente preparados para a vida, independente de quaisquer limitações físicas, familiares, financeiras, logísticas e em alguns casos até mesmo cognitivas. Como salientou um amigo, em
    termos motivacionais, tínhamos em mente que poderíamos ser iguais ou
    melhores do que quaisquer alunos da rede particular de ensino de
    Fortaleza. Tanto que grande maioria dos egressos era tranquilamente aprovada nos vestibulares, boa parte dos meus colegas hoje são servidores públicos (meu caso e o de mais alguns que comentaram aqui), ou são gestores, empreendedores, ou estão de algum modo contribuindo com o crescimento do meio em que vivem, movidos pela automotivação e pela autodisciplina, e em geral estão bem colocados não apenas profissionalmente como também na vida como um todo. Alguns, que se identificaram com mais valores além do que esses que citei, hoje são agentes de Segurança Pública, Policiais de diversas carreiras defendendo nossa sociedade e defendendo inclusive seu direito de afirmar o que quiser, independente de haver ou não embasamento prático. Ainda parafraseando o amigo anteriormente citado, talvez o meu único arrependimento tenha sido o de não ter usufruído de todo o
    potencial que o CPMCE tinha o nos oferecer e que hoje oferece aos atuais
    alunos. E aos atuais alunos, digo: Aproveitem ao máximo, vivam tudo que for possível viver na vida escolar lá dentro, e todas as emoções possíveis também. Saibam que os amigos (e nisso incluam-se os professores, monitores e comandantes, que podem vir a ser seus futuros colegas de trabalho e amigos pra vida), a qualificação, os valores, e as experiências vividas são coisas que vocês levaram para a vida e quase sempre irão querer passar às gerações que vierem depois.

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