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Mosquito: índice de infestação acima da média leva Juazeiro a intensificar ações

As chuvas de janeiro começaram e com elas a intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti em Juazeiro do Norte. Iniciando o ano com índice de infestação em 1,89%, percentual acima da média preconizada pelo Ministério da Saúde de 1%, o município enfrenta situações críticas em pelo menos dois bairros: João Cabral, com 3,64%, e Vila Fátima, com 2,27%.

Na última terça-feira, a Secretaria de Saúde do Município, através do Núcleo de Endemias, anunciou a intensificação os trabalhos nesses bairros. São 176 agentes de endemias trabalhando em visitas de inspeção às residências, prédios comerciais e terrenos baldios afim de eliminar possíveis focos do mosquito.

O agente deve fazer a inspeção dos focos ou possíveis criadouros do Aedes, eliminando-os assim que identificados. Também é dever do agente passar instruções educativas aos moradores sobre como evitar e eliminar focos. Segundo a Coordenadora do Núcleo, Mascleide Feitosa, todos os bairros serão visitados.

“O combate primordial é à larva e possíveis criadouros”, afirma a coordenadora, explicando que apenas com auxílio da prática preventiva dos moradores o mosquito poderá ser eliminado.

 

Saúde intensifica ações de combate ao mosquito da dengue nos bairros. Foto: Hélio Filho

 

“A comunidade tem sua responsabilidade e tem que fazer sua parte nessa campanha, porque se todos conseguissem evitar a criação do mosquito, não precisaríamos passar por isso agora”, comenta José Nilton, morador do bairro João Cabral, confirmando a visita dos agentes.

O morador, que sofreu de febre chikungunya há poucos meses, ainda reclama de entulhos e possíveis criadouros em terrenos baldios próximo à sua casa. Segundo ele, há menos de duas semanas o terreno foi limpo em mutirão comunitário, mas moradores voltaram a jogar objetos no local.

No município, responsáveis por terrenos com índice de 1 a 5 ou mais focos de larvas podem ser multados em valor variável de R$ 50 a R$ 150. No entanto, segundo Mascleide Feitosa, os responsáveis tendem a regularizarem a situação na primeira advertência.

 

Coordenadora do Núcleo de Endemias, Mascleide Feitosa.

Coordenadora do Núcleo de Endemias, Mascleide Feitosa (Foto: Alana Maria)

 

NO CEARÁ

De acordo com o último Levantamento Rápido de Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) de 2016, o Ceará melhorou significativamente seu combate ao mosquito. O número de municípios com alto risco de transmissão de dengue, zika e febre chikungunya diminuiu de 33,77% para 18,92%. A avaliação é feita segundo critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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