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Metade do nosso lixo é comida desperdiçada

Pelo menos 30% de todos os alimentos produzidos se perdem ao longo do processo, afirma a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Os motivos são diversos e vão desde a colheita inapropriada, danos físicos, transporte impróprio até a rejeição estética pelo consumidor.

O desperdício é tamanho que, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), 58% do lixo brasileiro é de comida. Na produção agrícola, 17% da produção se perde devido imprudência do consumidor e 15% pela indústria.

São aproximadamente 40 mil toneladas de alimentos perdidos ao ano, estima a sede brasileira do World Resources Institute (WRI). Em países desenvolvidos e em desenvolvimento o desperdício per capita fica entre 95 e 115 kg por ano.

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1/3 dos alimentos são desperdiçados, segundo a FAO. 
Prejuízos econômicos ficam na casa dos R$ 3 trilhões por ano.

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O alto percentual de perdas agrava o quadro da insegurança alimentar e as consequências sociais do desperdício. O Brasil, mesmo fora do Mapa da Fome, ainda mantém mais de 7 milhões de pessoas enfrentando algum estágio de insegurança alimentar, ou seja, têm o que comer dia sim, dia não.

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Em média 1,3 toneladas de alimentos são
descartadas por ano, o suficiente para alimentar 2 bilhões de pessoas.

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As implicações do desperdício também recaem no âmbito ambiental. Além dos gastos de produção, manutenção e transporte, alimentos em decomposição transformam-se em gás metano e chorume, substâncias nocivas ao meio ambiente. Nesse contexto, a ONU destacou em seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2015 “reduzir pela metade, até 2030, o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos nas outras etapas da cadeia agroalimentar”.

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SOLUÇÕES CRIATIVAS

Iniciativas de educação ambiental e conscientização sobre o desperdício crescem nas capitais em modelos facilmente reproduzíveis. Conheça alguns:

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Banco de Alimentos: a ONG faz uma “colheita urbana”, ou seja, coleta alimentos em perfeito estado que seriam descartados como excedentes em diversos estabelecimentos comerciais (restaurantes, padarias, sacolões, etc.) e os redistribui em instituições de caridade. Pelo menos 22 mil pessoas são atendidas pela ONG.

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Prato de Rua: comprou mais do que consegue comer? Sobrou muito do almoço? A ideia do coletivo Makers Society oferece a solução simples e bacana de doar suas sobras de comida ainda consumíveis. O projeto distribui sinalizadores para doação em sacolas plásticas.

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Fruta Imperfeita: uma fruta ou vegetal que foge do padrão estético dificilmente será escolhido no verdurão ou no supermercado, mesmo que seja nutritivo, fresco e saboroso por dentro. Para evitar o desperdício, o pessoal do Fruta Imperfeita lançou um serviço de assinatura semanal de cestas de frutas e legumes da agricultura familiar que fogem da estética do varejo.

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Real Junk Food Project: iniciativa de um supermercado no Reino Unido, o projeto organiza um armazém com diversos alimentos e produtos que iriam para o lixo, mas ainda estão válidos para consumo humano. Compras pelo preço que achar mais justo ou em troca de trabalho voluntário.

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Too Good To Go: na Dinamarca, um grupo de jovens empreendedores criaram um serviço de compra e venda de sobras de comida de restaurantes que não chegaram a ser servidos. A baixo custo, os pedidos são feitos por um aplicativo de celular. O site oficial do serviço destaca o número de 13.344 refeições que não foram parar no lixo.

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Com informações de: ONU, Embrapa, Agência Brasil, Superinteressante, Hypness

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