Colégio Militar (2)
Cidades, Colunas, Políticas Públicas 22

Mais um tijolo no muro?

Reflexões e relatos sobre uma escola pública militar

1 – Alicerces

Quero tomar a escrita deste artigo como uma construção. Digo mais, uma construção sem prazo para término da obra, a fim de que, mais do que conclusões, sejam aqui suscitadas reflexões. Construir, desconstruir e reconstruir são movimentos naturais na história da humanidade de acordo com o que convém às especificidades de cada sociedade no tempo. Neste caso se você, leitor, irá construir, desconstruir ou reconstruir sua opinião sobre nosso tema, sinta-se à vontade. Meu intuito é subsidiá-lo nesse debate ao  compartilhar minha experiência como professor (de história e filosofia) do Colégio da Polícia Militar General Edgard Facó (CPMGEF) em Fortaleza, Ceará. Os alicerces deste texto encontram-se nas palavras de uma outra proposição reflexiva posta pela professora de filosofia da UFCA, Camila Prado, a qual cito mui respeitosamente a fim de que se concretize minha intenção de construir um diálogo entre saberes.

O artigo da professora intitulado “Não sou nem obrigada!” lançou diversos questionamentos ao modelo militar de ensino pondo em evidência a criação do Colégio da Polícia Militar de Juazeiro do Norte. Neste artigo, publicado no site da Cariri Revista, expus meu ponto de vista nos comentários e por meio desse, recebi o convite para continuar a desenvolver meu raciocínio a partir da produção de um artigo de opinião. Então… aqui estou! Fico feliz com o convite que prontamente aceitei por acreditar que o artigo em questão conseguiu romper barreiras e atingir diretamente o público interessado fazendo-o se manifestar intensamente, vide os cinquenta e cinco comentários postados que se destacam em comparação a outros artigos da autora na revista. Quando saberes provocam o lugar social ao qual se propõem atingir creio que o objetivo do pesquisador e do educador foi alcançado.

2 – Os tijolos e o cimento

Em uma clara alusão ao disco “The Wall”, obra prima do Pink Floyd, o que chamo aqui de tijolos são os sujeitos que compõem o CPMGEF: militares, professores, funcionários e principalmente os estudantes. O questionamento que proponho é se somos somente mais um tijolo no muro. Tomando como foco principal os estudantes aos quais acredito que deva ser bem pensado, planejado e direcionado o ensino público (de qualidade), o que chamo de cimento são os motivos que moveram diversas famílias a unirem seus filhos em uma escola militar. O que afinal se busca em uma escola militar? O que torna o modelo atrativo tanto para as famílias como para os governos que por ele optam?

Segurança, disciplina e resultado são algumas das respostas mais usuais. Mas será essa uma escolha simples e acertada? Acredito que existam certas implicações ao escolher uma escola militar por estes motivos, mesmo que seja com a melhor das intenções. A segurança que se busca nesse tipo de instituição reflete uma realidade de escolas altamente inseguras e reféns das mazelas sociais que verificamos facilmente ao nosso redor. Já trabalhei em escolas públicas “convencionais” e nelas encontrei uma gama extensa de realidades: alunos traficantes, alunos jurados de morte, alunos que iam à escola para comer, alunos “normais” sem nenhuma característica com incomum ou gritante, apenas um aluno que tinha seu objetivo de vida e esforçava-se para alcançá-lo através da educação ou ainda algum jovem sem perspectiva que frequentava a escola somente porque sim. Também encontrei jovens incríveis que transformaram a realidade ao seu redor e fizeram flores nascerem no asfalto enfrentando uma dura realidade com determinação e fazendo a diferença. Mas no tocante a segurança do filho, qual família não iria querer amenizar o tipo de ambiente que o filho vai encontrar oferecendo a ele um ambiente mais seguro dentro dos muros da escola pública? Não deixo também de questionar: qual educador não fica extremamente incomodado com o descaso que nem mais bate à porta das escolas, mas sim invade trazendo consigo perigo latente aos jovens? Eu não me conformo com isso.

Disciplina! O que se esperar em termos de disciplina em uma escola? Que o aluno não questione? Que o jovem obedeça aos pais? Que saiba seguir regras? Que seja um robô? Sinceramente o que vejo na rotina disciplinar do CPMGEF não é algo tão de outro mundo. O entrar em forma posso comparar ao entrar na fila da pequena escola regular em que estudei. Nela, toda sexta-feira eu e meus colegas cantávamos, também enfileirados, o hino nacional, além de outros hinos, como o da bandeira, do soldado, independência, etc. Ainda haviam as canções religiosas como “Maria de minha infância” (Pe. Zezinho), “Nossa Senhora” (Roberto Carlos), isso tudo sem a menor preocupação se haviam alunos que não fossem católicos ou que não se identificassem com as práticas chamadas de cívicas. Desde que passei a lecionar no CPM percebo que eu tive tantos momentos ritualísticos rotineiros quanto meus alunos têm hoje, salvo algumas exceções pois claro que há algumas particularidades que fazem parte da rotina dos alunos de colégios militares, tais como: apresentar a sala ao professor, chefe de turma semanal, prestar continência aos oficiais, a padronização do corte de cabelo, barba e o uso de acessórios, dentre outros. São todos os alunos que aceitam de bom grado? Pelo que eu verifico, não. Um exemplo: acho interessante perceber nos perfis de Facebook e nas visitas de ex-alunos que a maioria dos garotos quando saem da escola passam pela fase (ou aderem definitivamente) de deixar a barba e/ou cabelo crescerem. Natural aderir outro visual mais despojado depois de tanto tempo seguindo um padrão. O que não impede que alguns jovens mais ousados encontrem uma maneira de expressar sua personalidade visual mesmo dentro dos padrões estéticos da escola. Encontrei jovens assim no meu primeiro ano de professor no CPM.

Resultados! Sim, eles existem. É crescente o número de aprovações que estamos conseguindo em diversas universidades através do ENEM e outros vestibulares. É um bom indicador? Sim, porém nem de longe o melhor ou o único. Tão importante quanto o ingresso no ensino superior é a base sólida que cada estudante precisa para se manter em seu curso.  Tenho certeza que muitos de nossos egressos que hoje estão nas universidades têm nível para acompanhar os estudos universitários e plena capacidade de encarar os desafios que este universo lhes apresenta. Permanecer na universidade, formar-se e tornar-se um bom profissional naquela área escolhida são desafios que instigantes que exigem equilíbrio e maturidade.

Arrisco dizer que quem procura o CPM buscando segurança, disciplina e resultados mira no que vê e acerta também no que não vê. Esses elementos são importantes, mas ainda há um lado humano que ao meu ver é um aspecto acima de todos. De tal modo esses critérios podem estar presentes em nossa escola e, ressalte-se, mesmo com maiores dificuldades podem e devem estar presentes também nas demais escolas públicas. Espero viver para testemunhar o dia em que escolas de periferia vivenciem em plenitude uma escola pública de excelência sem problemas que persistem historicamente. No lado humano que cito, destaco a busca pela formação visando valores como respeito, diálogo, protagonismo, senso crítico, amizade, companheirismo, compreensão, etc. Lembram daquela garota que se incomodou com o padrão da unha e do cabelo, o garoto que logo que saiu da escola deixou a barba e o cabelo crescerem? Eles sempre voltam pra prestigiar os amigos que continuam, para rever os professores e agradecer as orientações, para olhar para o espaço que se tornou tão familiar e uma extensão de casa até. Antes mesmo de concluir terceiro ano, nos encerramentos de semana cultural estes pintam o rosto, pulam na piscina, dançam ciranda, cantam Balão Mágico, choram o ano que está acabando quando começam a perceber a ficha “do último” caindo: do último ano, do último desfile de 7 de setembro, do último dia de aula… Que criança nunca chorou diante de uma negativa dos pais? Observando diariamente os aspectos mais difíceis de se administrar pelos alunos no cotidiano de uma escola militar e presenciando os rituais de encerramento dos estudos e do ciclo de vida escolar, acredito que nossos alunos conseguiram guardar mais as coisas boas que vivenciaram do que qualquer percalço.

Colégio Militar (5)

Encerramento da Semana Cultural 2015

Colégio Militar (6)

Intervalo Musical – Último intervalo de 2015

3 – A construção

Chegamos então na sala de aula. O que aqui chamo de construção entenda como o processo ensino/aprendizagem no CPMGEF. Sem levantar questões sobre o militarismo em si, ou opções políticas que levam o Estado a privilegiar este o outro modelo de escola em detrimento deste ou daquele (até porque temos vinculadas ao governo do estado do Ceará três escolas militares enquanto centenas de escolas profissionalizantes foram criadas também em detrimento de uma atenção mais adequada a escolas regulares – falo por ter trabalhado em uma das quais até hoje ainda luta pra se fazer perceber em suas necessidades enquanto as escolas-propaganda do governo acabam recebendo mais investimento), venho aqui falar sobre o que eu e meus colegas professores vivenciamos na sala de aula e até fora dela. Afinal, quem disse que temos de estar dentro de sala submetidos a cadeiras enfileiradas em uma rigidez espacial do tempo do ronca? Assim estaremos se assim quisermos.

Quando cheguei no CPMGEF em janeiro de 2014 pensava receoso até o que iriam achar do meu cabelo que nem estava tão grande quanto está hoje. Não sabia o que esperar lá dentro, como seria conviver com militares, como deveria proceder em sala de aula: Será que tenho de pegar pesado? Como vou estabelecer toda essa disciplina e rigidez? Como é ser professor de uma escola militar? Encontrei respostas? É, encontrei! Eu conseguiria ser um professor de uma escola militar sendo o mesmo professor e a mesma pessoa que sempre fui. Encontrei uma equipe especialmente singular de professores civis como eu, encontrei ótimas pessoas dentre os monitores militares e encontrei também coordenadores militares que sempre se mostraram dispostos a ajudar e me receberam bem em meu ambiente de trabalho. Foi só deixar a timidez passar e o estranhamento inicial se desfazer para perceber que eu estava em uma escola da qual não iria querer mais me desligar.

Ah, você professor de história, como te dizem que você deve falar sobre a ditadura militar ou temas afins? Não dizem, eu digo. Nunca fui cerceado ou sofri algum tipo de interferência na aula que ministro ou nos conteúdos que abordo. Pelo contrário, tenho liberdade para tal e estimulo a liberdade de pensamento, expressão, opinião em meus alunos, respeitando sempre cada um inclusive os que defendem opiniões divergentes das minhas. Estabelecemos um bom debate e busco ajudá-los a embasar suas opiniões. Busco como professor estar disponível para incentivar qualquer boa ideia a qual me pedem para apoiar e ainda aquelas que não se apresentam tão boas trabalhamos juntos para lapidá-las e executá-las.

Dentre as boas ideias uma que se executou com grande êxito e que gosto muito de citar é o projeto Academia Debate, de TOTAL iniciativa de alunos do 2º e 3º anos do ensino médio 2014.  A ideia era estabelecer espaço para debates de temas diversos a fim de se preparar para a vivência acadêmica almejada por eles, visto que na universidade não iriam encontrar somente aulas e não iriam só para receber. Ora, nem na escola eles iam para receber uma educação de modelo bancário, quem dirá na universidade. Desde cedo nossos alunos do CPMGEF queriam mais, queriam além. O projeto funcionou em 2014 e 2015 e abordou temas como violência, história política do Ceará, patrimônio e até a vida universitária em si. Na ocasião, ex-alunos retornaram à escola para falarem de suas experiências. Em 2016 seguimos com o projeto.

Pisar no chão da escola é uma experiência única! Estágios supervisionados na universidade não são o suficiente para perceber as nuances que uma escola de ensino básico apresenta. Infelizmente há casos no universo acadêmico em que esse mundo é visto com menosprezo e os estudantes de licenciaturas são enviados às escolas com uma visão pré-concebida de que vão encontrar um modelo velho e caduco que deve ser superado. Não quero aqui cair em generalizações, há também muito trabalho sério sobre educação nas universidades, mas não pude me omitir a fatos que vivenciei em minha formação e que continuo testemunhando com pessoas próximas a mim. Se eu ainda fosse uma pessoa ligada tão somente a academia talvez tivesse uma visão preconceituosa não somente da escola da polícia, mas da educação básica em termos gerais e dos profissionais que a sustentam a duras penas. Desde o início de minha graduação tive o desejo de atuar na educação básica, ao final dela não tinha dúvidas quanto a isso. E afirmo isso também sem querer atrelar ao professor um sacerdócio que deve ser vivido a qualquer custo, professores da educação básica são profissionais que se dedicam mesmo com as dificuldades enfrentadas e devem ser muitíssimo bem reconhecidos, valorizados e remunerados por isso.

De pronto, chegando às considerações finais, retorno ao questionamento inicial: somos só mais um tijolo no muro? São os alunos do CPMGEF aqueles alunos que em “Another brick in the wall – part II” seguem sem face e sem identidade em uma esteira para serem processados e virarem carne moída? Não, não são! Não é assim que eu ou meus colegas professores concebemos educação. Somos nós que estamos no dia a dia com os alunos e nós não queremos só a segurança, o resultado ou a disciplina. Nós queremos mais, queremos o que a vida oferecer, queremos pensar, queremos criticar, queremos ousar, queremos cantar, ousamos querer até o próprio querer. Uma coisa apenas não queremos e, por favor, não nos deêm: rótulos!

Primeiro encontro da Academia Debate de 2015 com a presença de ex-alunos compartilhando suas experiências na universidade.

Primeiro encontro da Academia Debate de 2015 com a presença de ex-alunos compartilhando suas experiências na universidade.

 

Aniversário surpresa para o prof. André

Aniversário surpresa para o prof. André

 

Trabalho orientado pelo prof. Andé na Semana Cultural 2014 - A história do Brasil através da música

Trabalho orientado pelo prof. Andé na Semana Cultural 2014 – A história do Brasil através da música

André Ramos

Professor, músico e hipnólogo

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Sugestões de Leitura

  • Cinara Feitosa

    Orgulho é pouco para o que estou sentindo neste momento. Para os que não conhecem, é um simples colégio militar, mas para quem vive ou viveu ali é muito mais do que isso , é uma família , é uma casa de amor. Que bom que, aos poucos, estamos mudando um pouco a visão que as pessoas de fora têm, quebrando tabus , ensinando e aprendendo . ❤

    • Victor Melo

      <3

    • André Ramos

      🙂

  • Camila

    Agora sim, algo baseado na vivência com o colégio militar e não apenas num “achismo” qualquer.

  • Gabriele Menezes Dutra

    Devo recomendar esse texto! É com grande alegria que leio tal relato. Não tive o prazer de conhecê-lo em sala de aula, mas eu como várias outras, sou concludente do CPMGEF, colégio que cursei toda a minha vida escolar. E ele me permitiu, sem sombra de dúvida, ser hoje estudande da UFC. Concordo em gênero, número e grau com as palavras acima escritas e agradeço ao professor por defender a escola que ainda considero minha casa. Ressalto ainda que é belo que exista um projeto de Debate como esse que surgiu e ficaria realmente feliz de um dia poder participar! Boa sorte Professor!

    • André Ramos

      Obrigado Gabriele

  • Ana Clayde Xavier

    Orgulho define essa linda jornada de 11 anos nesse Colégio maravilhoso. Todos que ali estavam contribuíram para minha formação como cidadã e como estudante. Nunca esquecerei os debates, as reflexões, os hinos, as formaturas e os ensinamentos aprendidos a cada dia. Professor André grande profissional, lembro de sua primeira aula com AQUELA blusa do Engenheiros. Kkkk Fiquei completamente anestesiada. Quem é esse hippie professor de filosofia? Aprendi a amar essa matéria. E vejo que esses ensinamentos (filosofia e posteriormente como professor de história) me perseguem até hoje na faculdade. Um erro muito constante de certo profissionais ao fazer matérias e artigos é basear-se apenas pelo lado teórico, dispensando e menosprezando a prática e o estudo de campo; é preciso ver, é preciso ir, é preciso conhecer antes de fazer certas críticas. Belo artigo professor/músico/hipnólogo (q não conseguiu me hipnotizar ainda) André Ramos.

    • André Ramos

      =]

  • Diego Guerra

    Excelente texto Prof. André! Nada melhor do que a visão do cotidiano para afastar qualquer tipo de opinião parcial da “nossa escola da polícia militar”. Eu e vários colegas professores da UFCA estaremos à disposição da escola para desenvolver atividades, projetos e até ministrar aulas eventualmente, se possível. Vamos fazer desta escola uma referência para o Estado!

    Grande abraço,
    Diego Guerra

    • André Ramos

      Obrigado Diego. Tenho certeza que o cpm lhe receberá muito bem.

  • Maria Inez do Espírito Santo

    Bem…. Achei interessante pensar que o autor, além de professor, é músico e hipnólogo!!!!! O conhecimento de hipnotismo ajuda em sala de aula? Por acaso sou educadora e psicanalista, além de escritora e fiquei realmente interessada…

    • André Ramos

      Ajuda sim Maria Inez, inclusive estou preparando uma palestra sobre fundamentos de hipnose e PNL aplicadas na prática docente. Caso se interesse pode entrar em contato em andreramoshipnologo@hotmail.com

      • Maria Inez do Espírito Santo

        Exatamente o que imaginei sobre sua prática pedagógica, André Ramos. Mas é bom que saiba que, quanto a isso penso totalmente diferente de você.

        • André Ramos

          Qual exatamente é seu ponto de discordância? Se desejar levar a conversa adiante podemos. 🙂

          • Maria Inez do Espírito Santo

            Pois é, André, mas para podermos ter alguma base de diálogo, você teria que voltar aos primeiros textos do Freud e concluir que não podemos comungar os mesmos pontos de vista. Na verdade, já deu pra ver que acreditamos em coisas muito diferentes. Coisas da vida….

          • André Ramos

            Entendi agora. A divergência é mais no campo psicanálise/hipnose. De toda forma acredito que dentre as opções q cada um de nós fizemos, importa mais que sejamos bons profissionais e tragamos ao nosso público resultados benéficos. A diversidade aí está para somar. 🙂 abraço Maria inez

    • André Ramos

      Corrigindo o email! andreramoshipnologo@gmail.com

  • Marcelo Florêncio

    “Se eu ainda fosse uma pessoa ligada somente a academia talvez tivesse uma visão preconceituosa não somente da escola da polícia, mas da educação básica em termos gerais e dos profissionais que a sustentam a duras penas.”
    Excelente artigo! Dessa vez, sem rótulos e sem achismos, de alguém que define este modelo de educação de dentro para fora e não ao contrário.
    Parabéns!

  • Vanessa Messias

    Ow professor, nem tive o prazer de ter sido ensinada por você, mas com certeza já és uma das lendas do CPMGEF! Obrigada de coração por defender o ponto de vista da grande maioria dos alunos com tanta propriedade e verdade! Espero que esses rótulos colocados no nosso amado colégio sejam desfeitos e vejam o colégio e o ensino como verdadeiramente ele é.

    • André Ramos

      Obrigado Vanessa. 🙂

  • Roberto Ramos

    Parabéns pelo texto, Professor. Além de muito didático, foi escrito com paixão e extremo respeito. Gostaria apenas que os colegas que comentam também fossem mais respeitosos com o texto da Profa. Camila, sem classificá-lo de “achismo”. Ela fez reflexões válidas e que iniciaram um debate interessante. Se não estivermos abertos a escutar o outro, como o Prof. André, não sairemos do canto. Um abraço.

    • André Ramos

      Exato, Roberto!