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“Livro dos Mestres” reúne fotos e relatos dos mestres da cultura do Ceará

A publicação reúne fotos e histórias dos 79 mestres considerados “Tesouros Vivos” do Ceará

Dora, Silvia e Jarbas viajaram 12 mil quilômetros, passaram por 36 cidades e conheceram 58 mestres da cultura do Ceará. O projeto rendeu um livro lançado ontem (31) em Fortaleza: Livro dos Mestres – O Legado dos Mestres: Cultura e Tradição Popular no Ceará, que reúne perfis e fotografias dos personagens contemplados no edital Tesouros Vivos da Cultura, do Governo do Estado. Dora Freitas, jornalista; Silvia Furtado, historiadora; e Jarbas Oliveira, fotógrafo, puseram o pé na estrada em março de 2015. Passaram por diversas cidades do Cariri, de Aurora a Assaré, de Barbalha a Potengi. Conheceram 23 mestres caririenses, entre eles o Mestre Bigode, falecido em 12 de agosto.

Ao todo, histórias de 79 mestres (entre os que ainda estão vivos e os que já faleceram) são relatadas no livro. Destes, 35 são caririenses. “Visitamos cada mestre em sua casa, conhecemos seus grupos e suas famílias”, conta Dora Freitas. “Os relatos que estão no livro são histórias que eles contam. Nós transcrevemos as entrevistas e organizamos os pensamentos”. Dora e Sílvia também complementam os discursos dos mestres com um relato de viagem, onde elas contam como chegaram até eles, como foram recebidas e quais os momentos mais interessantes da conversa. Jarbas preparou fotografias dos mestres em suas oficinas, comunidades, grupos e fez retratos de cada um deles.

Livro dos Mestres é a primeira publicação a reunir todos os mestres, vivos e falecidos, contemplados pelo edital até agora [Mestres da Cultura Tradicional Popular do Ceará, de Gilmar de Carvalho, fala dos mestres selecionados a partir de 2003, ano da criação da lei, até 2006, fim do mandato do governador Lúcio Alcântara].

Mais informações(85) 3257-6927

Valor do exemplar:  R$ 100,00

512 páginas

LIVRO REÚNE RELATOS E FOTOS DOS 79 MESTRES DA CULTURA TRADICIONAL POPULAR DO CEARÁ

“Os Mestres da Cultura Tradicional Popular são os representantes da mais genuína tradução do povo cearense. Relicário da memória, dos modos de fazer, de viver, de conviver com a natureza e com os semelhantes. Tesouros vivos das nossas ancestralidades”. Assim as organizadoras da publicação, a jornalista e produtora cultural Dora Freitas e a historiadora Silvia Furtado apresentam os retratados, revelando também a relevância desse projeto. Iniciado em 2012, aprovado pela Lei Rouanet em 2013, o projeto do Livro dos Mestres teve os recursos captados até 2015, junto aos seguintes patrocinadores: Banco do Nordeste, M. Dias Branco, Grupo Linhares/Ares Motos, além de quatro pessoas físicas, Carlos Albuquerque, Ciro Albuquerque, Beatriz Alcântara e Lúcio Alcântara.

Realizado com apoio do Governo Federal através do Ministério da Cultura (MINC), via Lei Rouanet, a edição traz nas suas 512 páginas o inventário do contingente de mestres consagrados desde a origem do programa, elencados em tomos diferentes os Mestres vivos e os mortos. A partir da pesquisa até a peregrinação por 36 cidades do Ceará, a dupla organizadora realizou entrevistas com os Mestres atuantes em seus locais de ensinamentos, contando com o registro fotográfico de cada um deles por Jarbas Oliveira.

As fotos de Jarbas revelam ainda a diversidade paisagística das localidades e nas matizes criadoras de cada Mestre, exalando por exemplo, que “o Sertão não é só secura, está repleto de cores”, como também levam a “outra forma de se ver o Ceará, seja pelo litoral e serras, entre os aspectos geográficos sempre coloridos em que os Mestres estão inseridos”, explana o fotógrafo.

No segmento sobre os Mestres já mortos, há fotos adicionais deFelipe Abud, Francisco Fontenelle/ Banco de Dados O Povo, Gentil Barreira, Jorge Rosal, Leopoldo Kaswiner, além de imagens dos acervos familiares e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult).

No projeto gráfico da LaBarca.Design as personas perfiladas estão listadas em sequência, por ordem alfabética a partir do nome real dos Mestres. Traz dados sobre as datas de reconhecimento do título no Diário Oficial do Estado, como também a localidade onde residem e a data do nascimento de cada um (no caso dos mortos, consta também a data do falecimento). Os perfis foram editados de forma a preservar as apresentações de cada Mestre nas suas próprias palavras, abrindo com retratos de cada um, seguidas por outras fotos que contextualizam suas vivências como Mestres.

Uma ilustração com o mapa da região em que o Mestre surgiu, localiza ainda com pareceres capitulares de “Relato de Viagem” pelos organizadores, nos quais fazem breves registros textuais que detalham sobre como foram as visitas, entrevistas e revelam traços mais peculiares das personalidades dos Mestres. Após os agradecimentos pela edição, seguem textos de apresentação, como o dos autores sobre a “Expedição Mestres da Cultura” e o intitulado “O Tutano da Tradição” pela jornalista eDoutora em Literatura Eleuda de Carvalho, em que ela tece sobre asmaestrias e suas lembranças acerca desses personagens e ensinamentos.

Já o ex-governador e autor da lei criadora das honrarias aos Mestres da Cultura do Ceará, Lúcio Alcântara, que também integra o Conselho Consultivo da FWA, destaca em seu texto de apresentação que a publicação,para além do registro, “reúne farta e bela documentação iconográfica, e ecoa na voz de cada um, como vivencia a condição de mestre, o que colabora para melhor compreensão, a partir de fontes primárias, do mosaico cultural que atende pelo nome de Ceará”. Para ele, “não se cogitará do assunto mais tarde sem que seja referência obrigatória”.

Informações da assessoria de comunicação

Mestra Dona Tarina

Mestra Dona Branca

Mestra Dona Dina

Mestre Zé Pedro

Mestre Tico

Mestre Raimundo Aniceto

Mestre Piauí

Mestre Pedro Aboiador

Mestre Joaquim Roseno

Mestre Bigode

Mestre Antonio Luiz

Mestre Aldenir

Mestra Margarida

Mestra Fransquinha Félix

 

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