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Geopark Araripe se prepara para demarcar mais três geossítios no Cariri

Levadas de Água, Santa Fé e Caldeirão de Santa Cruz do Deserto estão prestes a se tornar geossítios

Além dos 26 geossítios catalogados na área de 4 mil km² do Geopark Araripe, mais três estão em processo de inserção na lista de parques: Levadas de Água, Caldeirão de Santa Cruz do Deserto e Sítio Santa Fé. “Agora que somos Território Unesco, é a hora de atentar ainda mais para a questão social”, conta Idalécio de Freitas, coordenador executivo. Os três novos geossítios estão no Crato, que já contava com o geossítio Batateira.

São nove os Geossítios abertos a visitação: Colina do Horto, Cachoeira de Missão Velha, Floresta Petrificada, Batateira, Pedra Cariri, Parque dos Pterossauros, Riacho do Meio, Ponte de Pedra e Pontal de Santa Cruz. “São os que estão preparados para o receptivo turístico: têm melhor acessibilidade, melhor visibilidade, além diversidade e riqueza geológica e paleontológica”, Idalécio explica.

“Nossa preocupação é com a geoconservação, a geoeducação e o desenvolvimento sustentável regional local. O Geopark é ‘animador’ do território e cria oportunidades para que a comunidade, futuramente, seja o gestor do seu geossítio”.

Levadas de Água: Criadas em 1855 através de uma lei provincial, por ordem da Coroa e inspirada no que foi feito na ilha de Açores, em Portugal, as levadas do Crato dividiram as águas que desciam das fontes. O geossítio estará localizado em uma trilha entre o sítio Coqueiro e a Nascente, no Crato, mas levadas de Barbalha e Porteiras também farão parte do inventário.

Caldeirão de Santa Cruz do Deserto: Na área onde a comunidade liderada pelo Beato José Lourenço foi massacrada, em 1937, será criado o primeiro geossítio de valor histórico. “O Caldeirão agrega todos os valores”, conta Idalécio, “ele carrega um grande peso histórico e cultural, além de repassar o conhecimento da geociência”. Diferente da maior parte do Cariri, que é uma bacia sedimentar, a formação geológica do sítio onde o Caldeirão está localizado é repleta de rochas metamórficas.

Santa Fé: O sítio arqueológico de Santa Fé, que se encontra carente de preservação e tinha em Rosiane Limaverde a sua principal pesquisadora, será o primeiro geossítio de grande importância para a Arqueologia. A 800 metros de altitude, acredita-se que, por sua posição e pelas gravuras nas rochas, o local tratava-se de um santuário para rituais dos índios kariri.

Criado em 2006, o Geopark Araripe foi o 39º parque da instituição – o primeiro da América Latina – e hoje é considerado Território Unesco.

Sítio Santa Fé, no Crato: patrimônio arqueológico da região (Foto: Hélio Filho)

Foto de destaque: Divulgação

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