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Equipe de robótica de Juazeiro do Norte vai representar o Brasil em Mundial na Índia

O Cariri vai representar o Brasil na Olimpíada Mundial de Robótica, dias 25, 26 e 27 de novembro, em Nova Delhi, na Índia. A equipe Urtron de Robótica formada por alunos do Ensino Médio do Colégio Paraíso, Juazeiro do Norte, levou a melhor na Etapa Nacional da Olimpíada, que aconteceu este mês em Minas Gerais, com um robô automatizado de Lego. Agora eles procuram apoio financeiro para chegar até o Mundial na Índia mês que vem.

Os alunos Mateus Simião, Iesley Santos e Ítalo Honório montaram, programaram e criaram um robô de Lego automatizado capaz de interpretar códigos de cores, percorrer trajetos e até mesmo “resgatar” pequenas peças pelo caminho.

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Robôs automatizados feitos de peças Lego e programação criada pelos próprios estudantes. Na competição, precisam percorrer um circuito imprevisível e “resgatar” uma peça de um ponto até outro.

Foi o segundo ano consecutivo que a equipe Urtron participou da competição, vencendo a Nacional na categoria Senior High pela primeira vez sob orientação do professor Raniere Cândido e do técnico Rubenio Cunha.

“Vencer a Nacional e chegar até a WRO [sigla em inglês para Olimpíada Mundial de Robótica] é a realização de um trabalho que foi bastante sonhado, pesquisado e empenhado sobre”, declara Raniere Cândido, um dos responsáveis pelo Laboratório de Robótica do Colégio Paraíso.

Para o aluno Mateus Simião, 18 anos, a experiência de poder chegar ao Mundial é incomparável. “Só de representar o Brasil já é uma grande vitória”, diz. “Sem contar que o currículo do cara vai lá pra cima”, avalia o estudante, que já pensa no Ensino Superior em Tecnologia.

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Estudantes, técnico e professor no Laboratório de Robótica do Colégio Paraíso, em Juazeiro do Norte.

MAS PARA CHEGAR LÁ…

Primeira equipe de robótica do interior do Ceará a chegar em um evento internacional do tipo, a Urtron agora precisa arrecadar fundos de apoio financeiro para chegar até a Índia.

O professor Raniere calcula as passagens em R$ 8.000 para cada integrante da equipe, sendo pelo menos quatro membros. Isso sem contar os US$ 200 (R$ 641,92) apenas de inscrição no evento e demais taxas de hospedagem e alimentação. “A viagem ainda é cara, mesmo com o colégio bancando passagens, hospedagem e auxílio para os técnicos da equipe”, explica.

“Ainda não existe uma cultura forte no Brasil para desenvolvimento e pesquisa em áreas das ciências aplicáveis”, avalia o professor Raniere, pontuando que ações como estas desenvolvem outras áreas do saber e “num futuro próximo desenvolvem a tecnologia no país”.

PARA AJUDAR:

Raniere Cândido

Tel: (88) 9 9697.0600

E-mail: raniere.candido@cparaiso.com.br

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Sugestões de Leitura

  • Tiago Moura

    Parabéns a equipe. A notícia devia ser replicada em todas as escolas do Ceará. Querendo ou não, em algum nível, motiva mais alunos.