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Defensoria lança programa de Apadrinhamento de Crianças e Adolescentes em Juazeiro do Norte

A Justiça Estadual, a Defensoria Pública e a Secretaria de Desenvolvimento Social e do Trabalho (SEDEST) de Juazeiro do Norte se preparam para lançar o Programa de Apadrinhamento de Crianças e Adolescentes da Casa Municipal de Acolhimento, primeiro do tipo na região. Pelo programa, pessoas maiores de 25 anos residentes no município e empresas poderão apadrinhar em três categorias: afetiva, financeira ou por prestação de serviços. A proposta é conectar as 17 crianças e adolescentes fora do perfil de adoção que vivem na Casa de Acolhimento com referenciais familiares saudáveis.

Previsto para ser lançado ainda este ano, o programa tem inspiração e referência em resoluções e experiências bem-sucedidas em outros estados brasileiros, como o implementado pela Justiça do Paraná. Seu foco está troca de afeto, generosidade, conhecimento e lazer entre padrinho/madrinha para com as crianças e adolescentes acolhidos, sem a irreversibilidade da adoção. Todo o processo deve ser acompanhado pelos três órgãos responsáveis, sendo gerenciado pelo Juizado Especial.

Para se tornar um padrinho ou madrinha, o interessado precisa ser maior de 25 anos, residente de Juazeiro do Norte e se mostrar apto após análise e avaliação psicológica, independente da modalidade escolhida de apadrinhamento. O cadastro deve ser feito na 2ª Vara Cível do município.

 

Criança brinca na Casa de Acolhimento, em Juazeiro do Norte (Foto: Samuel Macedo / SEDEST / Reprodução )

 

Empresas ou profissionais podem apadrinhar financeiramente, como explica a diretora de Proteção Social Especial do SEDEST, Thereza Raquel Pinheiro. “Todo o programa se volta para a compaixão, então, mesmo diante da modalidade financeira, não se trata do dinheiro, mas mediante oferta de cursos ou, por exemplo, financiando uma escola particular para ao afilhado”.

Já para a opção de prestação de serviços, a diretora continua a explanação, “o padrinho pode ser um técnico de ar-condicionado e pode estar ajudando seu afilhado prestando seu serviço, seu conhecimento, no conserto dos aparelhos na Casa de Acolhimento e assim em diante”.

O programa traz grandes expectativas, revela Thereza Raquel. “Essa é uma chance que essas crianças e adolescentes tão vulneráveis têm de terem o afeto, o cuidado e o tempo que precisam para se desenvolver enquanto pessoas, enquanto indivíduos e ser coletivo”, defende, ressaltando o foco do programa direcionado às crianças e adolescentes fora do perfil de adoção (perfil este geralmente focado em crianças com até dois anos, preferencialmente do sexo feminino e sem irmãos).

 

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Foto de destaque: Samuel Macedo

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