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Com diversificada programação, Rock Cordel faz homenagem aos 50 anos da Tropicália

São shows musicais, exposição, literatura, oficina e exibição de filmes em homenagem ao movimento tropicalista

Sucesso de público há vários anos, o Rock Cordel 2017 faz um diálogo com um dos momentos mais referenciais da arte brasileira, o Tropicalismo, que, entre vários outros, tem como ícones, músicos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rogério Duprat, Tom Zé e a banda Mutantes, além de outros segmentos, como o artista plástico Hélio Oiticica e o cineasta Glauber Rocha.

O Rock Cordel 2017 contará com apresentações de 9 atrações musicais da Região do Cariri e Fortaleza, no Ceará, e do estado de Sergipe, que possuem ligação com o Movimento Tropicália, seja na influência musical, no repertório ou em sua história.

Surgido em 1967, o Movimento Tropicália foi marcado pela inovação das composições, nos arranjos musicais e na elaboração das letras que mudaram significativamente o panorama musical brasileiro. Já no contexto político, a Tropicália aparecia como um movimento contestador do golpe militar, da censura às artes e aos meios de comunicação da época, através do Ato Institucional nº 5 (o famoso AI-5) e às torturas praticadas pela ditadura no Brasil.

Os shows acontecerão nos dias 16 e 17, no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri, e entre 18 e 20 de agosto, na praça do Teatro Marquise Branca.

Além das apresentações musicais, o Centro Cultural Banco do Nordeste preparou uma programação para todo o mês especialmente voltada para o tema do Rock Cordel 2017. Oficinas, inclusive para as crianças, Clube do leitor, exposição e exibições de filmes devem dar a cara do Tropicalismo durante todo mês de agosto no CCBNB Cariri.

Neste ano há uma parceria com a Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, que disponibilizou a estrutura do Teatro Marquise Branca para a realização dos shows musicais, exibição de filmes e para a instalação da exposição “Tropicalismo 50 anos”.

A exposição alusiva aos 50 anos do movimento tropicalista faz uma contextualização no tempo e espaço de seu surgimento, influências e influenciados nas artes, hábitos e costumes brasileiros nos idos de 1967 e 1968.

Outra novidade é que, na mesma área onde acontecerão os shows musicais na praça do Teatro Marquise Branca, acontecerá a tradicional Feira Gastronômica o Rancho, oferecendo mais uma opção para o público presente.

A programação completa pode ser conferida na página do Rock Cordel 2017 no facebook (www.facebook.com/rockcordelcariri) .

Toda a programação é gratuita.

 

Programação Rock Cordel – Tropicalismo 50 Anos

 

MÚSICA

Dia 16, quarta

19h Quebra Tranca (Crato/CE)

Local: Teatro Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

 

 

Dia 17, quinta-feira

19h Aquiles Salles- Show Antropofagia Tropical (Juazeiro do Norte/CE)

20h30 Abidoral Jamacaru (Crato/CE)

Local: Teatro Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

 

 

Dia 18, sexta-feira

19h Casa de Velho (Fortaleza-CE)

20h30 The Baggios (São Cristóvão-SE)

Local:  Praça do Espaço de Cultura Marquise Branca- Juazeiro do Norte/CE

 

 

Dia 19, sábado

19h David Ávila (Fortaleza-CE)

20h30 Lorena Nunes – Show Homenagem à Tropicália (Fortaleza-CE)

Local:  Praça do Espaço de Cultura Marquise Branca-Juazeiro do Norte/CE

 

 

20, domingo

19h Esotéricos (Fortaleza-CE)

20h30 Os Transacionais (Fortaleza-CE)

Local:  Praça do Espaço de Cultura Marquise Branca- Juazeiro do Norte/CE

Literatura

 

 

Atividades infantis

Oficina: Faça você mesmo seu parangolé (Facilitadora: Maria Luisa Martins)

Dia 05, sábado, 15h

Local: Sala de Oficinas Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

 

Criado pelo artista Hélio Oiticica, o Parangolé é uma capa de tecido colorido usado sobre o corpo tornando-se uma vestimenta com cores e texturas que se destaca e ganha vida, quando vestida por alguém para dar a ele seus movimentos. A oficina se dará pela confecção de parangolés infantis utilizando-se de pinturas em tecido com várias formas criadas pelas

 

Recreação

Vozes da Tropicália na improvisação com crianças e adolescentes (Bárbara Leite)

Dia 12, sábado, 14h

Local: Sala de Oficinas Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

 

Desenvolver uma ação cênica com crianças a partir de algumas referências que fizeram parte da cultura do movimento considerado tropicalismo brasileiro (1967). Dentre as referências algumas letras de músicas interpretadas especialmente por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa, serão trabalhados trechos do texto dramático “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade. A partir desse estudo pretendemos construir cenas que dialoguem com as questões apontadas no discurso do movimento tropicalista e sua reverberação até os dias atuais.

 

Oficina

Explorando o Universo de Hélio Oiticica (facilitador Cleiton Araújo)

Dia 12, sábado, 15h

Local: Sala de Oficinas Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

 

Conhecer um pouco das obras do artista Hélio Oiticica, onde ele traz pinturas de formas geométricas (labirintos), trabalhos esses que fizeram parte do movimento Tropicalista, do qual o artista fez parte.

 

Artes Visuais

Abertura da Exposição Tropicalismo 50 Anos

Dia 18, sexta-feira, 18h

Local: Teatro Marquise Branca- Juazeiro do Norte/CE

Exposição alusiva aos 50 anos do movimento tropicalista, contextualizando-o no tempo e espaço de seu surgimento, influências e influenciados nas artes, hábitos e costumes brasileiros nos idos de 1967 e 1968.

 

Audiovisual

Uma Noite em 67 (Dir. Renato Terra/Ricardo Calil, BRA, 2010, 93 min)

Dia 16, quarta-feira, 16h

Local:   Auditório Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

Dia 20, domingo, 16h

Local:   Teatro Marquise Branca- Juazeiro do Norte/CE

Final do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em 21 de outubro de 1967. Entre os candidatos que disputavam os principais prêmios figuravam Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil com Os Mutantes, Roberto Carlos, Edu Lobo e Sérgio Ricardo, protagonista da célebre quebra do violão no palco e lançado para a plateia, depois das vaias para “Beto Bom de Bola”. Com imagens de arquivo e apresentações de músicas como “Roda Viva”, “Alegria, Alegria”, “Domingo no Parque” e “Ponteio”, o filme registra o momento do tropicalismo, os rachas artísticos e políticos na época da ditadura militar e a consagração de nomes que se tornaram ídolos até hoje no cenário musical brasileiro.

 

Loki – Arnaldo Baptista (Dir. Paulo Henrique Fontenelle, BRA, 2008, 120 min)

Dia 17, quinta-feira, 16h

Local:   Auditório Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

Dia 19, sábado,16h

Local:   Teatro Marquise Branca- Juazeiro do Norte/CE

Loki – Arnaldo Baptista é um documentário biográfico brasileiro de 2008 de longa-metragem dirigido por Paulo Henrique Fontenelle e produzido pelo Canal Brasil sobre a vida e a obra de Arnaldo Baptista, líder e fundador da banda Os Mutantes, um dos grupos musicais mais importantes da Música Popular Brasileira e fundamental no movimento conhecido por Tropicália. Além do próprio Arnaldo Baptista, vários artistas que acompanharam e participaram da trajetória dos Mutantes e da posterior carreira solo do músico, prestam longos e emocionados depoimentos.

 

Clube do Leitor 

Consolidação do Movimento Tropicália na Cultura Brasileira (Prof. Émerson Cardoso – Juazeiro do Norte – CE)

Dia 11, sexta-feira, 14h

Local:   Teatro Memorial Padre Cícero

Em 1968, em plena ditadura militar, surgiu o Movimento Tropicalista Brasileiro, como forma de transgressão cultural que, na música, notabilizou-se pelo lançamento do disco Tropicália ou Panis et Circensis, tendo como seus protagonistas Tom Zé, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Torquato Neto, entre tantos outros. O Movimento Tropicalista conquistou outras formas de linguagens artísticas, tais como a poesia, o cinema, as artes plásticas, etc. Neste Clube do Leitor, aventaremos rapidamente sobre esse universo que sincronizou o mundo artístico-cultural, apesar de sua pouca temporalidade.

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