Economia e Negócios

CARIRI CONTOU | Depois daquele doce

Madeilton não tinha nada a ver. Ele era só um radialista que vivia recomendando: “meu povo, vocês precisam provar esse doce!”. As pessoas chegavam no café do seu João Martins pedindo “o doce que Madeilton tanto fala”, ou até “o doce de Madeilton”. Aí não teve jeito: o divulgador da delícia ganhou a merecida homenagem. Saiba mais

Por Pedro Philippe • 24 de outubro de 2017

Madeilton não tinha nada a ver. Ele era só um radialista que vivia recomendando: “meu povo, vocês precisam provar esse doce!”. As pessoas chegavam no café do seu João Martins pedindo “o doce que Madeilton tanto fala”, ou até “o doce de Madeilton”. Aí não teve jeito: o divulgador da delícia ganhou a merecida homenagem. A Casa do Doce Madeilton foi Picotado da edição #11 da CARIRI Revista, em 2013. Cleide Martins, neta de seu João, diz que viu o balcão se encher depois daquela publicação: “as pessoas chegavam aqui dizendo ‘ah, eu vi vocês na revista que eu li em um consultório’”. A fama, entretanto, antecede o nosso Picotado: o portão da Casa foi levantado pela primeira vez em 1965, e desde então não para de entrar e sair gente querendo adoçar a boca e matar a sede com água gelada tirada do pote e servida em um copo de alumínio. São doces de banana, batata, goiaba, coco, além do mais procurado pela clientela: de doce de leite, que estava em falta na segunda visita que a CARIRI fez à Casa.

CASA DO DOCE MADEILTON

Rua Santa Luzia, 533 – Centro

Preços: entre R$ 3,00 e R$ 22,00

Pedro Philippe

Um crente, uma lente, uma visão. Totalmente terceiro mundo no terceiro milênio