Arte e Cultura

A última obra de Vitor Batista

Um homem com uma dor, aquele que é muito mais elegante, nasceu primeiro em uma poesia de Paulo Leminski. Ele caminhava assim de lado, como se chegando atrasado chegasse mais adiante, até que foi parar nos desenhos de Vitor Batista. 10 edições do fanzine Seven days, que começou a ser publicado em 2003, deram páginas Saiba mais

Por Pedro Philippe • 24 de outubro de 2017

Um homem com uma dor, aquele que é muito mais elegante, nasceu primeiro em uma poesia de Paulo Leminski. Ele caminhava assim de lado, como se chegando atrasado chegasse mais adiante, até que foi parar nos desenhos de Vitor Batista. 10 edições do fanzine Seven days, que começou a ser publicado em 2003, deram páginas ao Homem com uma dor e, ao cartunista barbalhense, projeção nacional e reconhecimento de uma carreira que já dura mais de uma década.

O blog Território Marginal continuou abrigando a dor do tal homem. Enquanto isso, Vitor continuava a publicar: vieram O inimaginável, Vitor barista, Kaminha Sutra, entre outras aventuras pelo mercado editorial. O Homem com uma dor também ganha, agora, uma publicação própria, com lançamento previsto para outubro deste ano. Além de lançar de forma definitiva um personagem que existe há tanto tempo, o livro encerra uma fase na carreira de Vitor. “É um livro-objeto, um presente, uma troca, um agradecimento a todo mundo que acompanhou o meu trabalho”, ele conta.

Vitor Batista encerra os quadrinhos e as postagens no Território Marginal para se dedicar ao trabalho de roteirista de animação e filmes. Delicadamente costurado a mão, O Homem com uma dor tem tiragem artesanal e vem acompanhado de outros itens, como pôster, adesivo e camiseta. E o Homem repete o que diz Leminski no fim daquele poema: “sofrer vai ser a minha última obra”.

 

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Pedro Philippe

Um crente, uma lente, uma visão. Totalmente terceiro mundo no terceiro milênio